Questões de Pediatria: SUS-SP 2026
Esta área reúne 19 questões oficiais. Os temas mais frequentes são Infecções e doenças exantemáticas (4), Emergência pediátrica (3), Gastroenterologia pediátrica (2).
Perfil da prova em números
| Área | Questões |
|---|---|
| Pediatria | 19 |
- Infecções e doenças exantemáticas4
- Emergência pediátrica3
- Gastroenterologia pediátrica2
- Neonatologia2
- Cardiologia pediátrica1
- Comportamento e pediatria social1
- Crescimento e desenvolvimento1
- Hematologia e oncologia pediátrica1
- Imunização1
- Nefrologia e urologia pediátrica1
Todas as questões da área
Questão 1 · SUS-SP 2026
Criança que completou 6 meses em novembro, com vacinação adequada até o momento, é trazida à UBS para receber as vacinas indicadas pelo calendário do PNI. Deve receber as seguintes vacinas:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Lactente de 6 meses com calendário em dia, em novembro. No Calendário Nacional de Vacinação vigente em 2025, aos 6 meses aplicam-se a 3ª dose de VIP e a 3ª de pentavalente. Desde 2024 a vacina Covid-19 faz parte da rotina infantil a partir dos 6 meses, e desde março de 2025 a influenza ficou disponível o ano todo na rotina para crianças de 6 meses a menores de 6 anos. A pneumocócica 10-valente segue o esquema de 2 e 4 meses, com reforço aos 12 meses. A) Errada. Não há dose de pneumocócica 10-valente aos 6 meses, e a alternativa omite a Covid-19. B) Correta. VIP, pentavalente, influenza e Covid-19 são as vacinas devidas aos 6 meses no calendário de rotina. C) Errada. Inclui a pneumo-10, que não está prevista aos 6 meses, e adia influenza e Covid-19, que hoje são de rotina. D) Errada. A VOP saiu do calendário (substituída pela VIP) e a pneumo-10 não é aplicada aos 6 meses. E) Errada. VOP e pneumo-10 não estão indicadas, e a vacina contra sarampo começa aos 12 meses (tríplice viral). Análise de contexto do gabarito: Os dados que definem a resposta são a idade (6 meses completos) e a vacinação em dia. Como influenza e Covid-19 passaram a ser de rotina, o mês (novembro) não leva a adiar essas vacinas. Fontes: Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação, 2025 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário de Vacinação SBP, atualização 2025-2026 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 49)
Questão 2 · SUS-SP 2026
Menino, 8 anos de idade, aguardava atendimento na sala de espera de UPA, por febre e dor de garganta há 2 dias, quando escorregou da cadeira, com movimentos tônico-clônicos, perda de consciência e desvio do olhar para a direita. Foi levado rapidamente para a sala de emergência, foi medicado com diazepínico por via nasal, recebeu oxigênio por cateter nasal, e, após punção de acesso venoso e 5 minutos de crise, foi medicado IV. Permaneceu sonolento, respondendo ao seu nome. No exame, foi diagnosticada amigdalite purulenta e recebeu penicilina cristalina IV. A mãe refere que apresentou crises convulsivas aos 2, 4 e aos 7 anos de idade, em quadros febris, fez avaliação neurológica, e recebeu alta sem medicação. A medicação administrada intranasal, o diagnóstico e a conduta indicada, são respectivamente:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
O benzodiazepínico usado por via intranasal na crise convulsiva é o midazolam. Convulsão febril é definida na faixa de 6 meses a 5 anos; aos 8 anos, com crise focal (desvio do olhar) e várias crises prévias em vigência de febre, o quadro corresponde a crise epiléptica com febre como fator desencadeante, e não a convulsão febril. Havia foco infeccioso definido (amigdalite), sem sinais meníngeos, e o paciente recuperou a consciência. Assim, após recuperação, cabe alta com avaliação neurológica. A) Correta. Midazolam intranasal; crise epiléptica fora da faixa etária da convulsão febril; alta com seguimento neurológico. B) Errada. O lorazepam não é usado por via intranasal na prática brasileira, e não há indicação de internação. C) Errada. A droga está errada, e punção liquórica não está indicada sem sinais meníngeos com foco definido. D) Errada. O diazepam intranasal não é a apresentação usual, a idade invalida convulsão febril e a amigdalite já foi tratada com penicilina cristalina. E) Errada. O diagnóstico de convulsão febril não se aplica aos 8 anos. Análise de contexto do gabarito: Os dados que definem a resposta são a idade (8 anos), a crise focal, as recorrências febris desde os 2 anos e o foco infeccioso evidente. Também pesa a recuperação do nível de consciência após o tratamento. Fontes: ILAE. Operational classification of seizure types (Fisher et al., Epilepsia), 2017 | AAP. Febrile Seizures: Guideline for the Neurodiagnostic Evaluation of the Child With a Simple Febrile Seizure (Pediatrics), 2011 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 44)
Questão 3 · SUS-SP 2026
Na Caderneta de Saúde da Criança, há pontos de corte para a classificação nutricional da criança, índices antropométricos compartilhados com a família e os seus cuidadores. Qual índice melhor indica o efeito cumulativo de situações adversas, e é mais sensível para aferir a qualidade de vida de uma população?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
A estatura-para-idade reflete o crescimento linear, processo cumulativo e de recuperação lenta. Por isso é o índice que melhor expressa o efeito acumulado de condições adversas (alimentação inadequada, infecções repetidas, pobreza) e é usado como indicador das condições de vida de uma população. Baixa estatura para a idade (escore-z < -2) caracteriza desnutrição crônica. A) Errada. Peso-para-idade é sensível, mas mistura déficits agudos e crônicos e não os diferencia. B) Correta. Estatura-para-idade traduz o efeito cumulativo de situações adversas. C) Errada. Peso-para-estatura reflete agravos recentes (desnutrição aguda). D) Errada. IMC-para-idade avalia magreza e excesso de peso, com variação mais rápida. E) Errada. Escore-z é forma de expressar qualquer índice, não um índice específico de agravo crônico. Análise de contexto do gabarito: os termos do enunciado "efeito cumulativo" e "qualidade de vida de uma população" apontam para o índice de crescimento linear. Fontes: Ministério da Saúde. Orientações para a coleta e análise de dados antropométricos em serviços de saúde – SISVAN, 2011 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Avaliação nutricional da criança e do adolescente – Manual de Orientação, 2ª ed., 2021 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 41)
Questão 4 · SUS-SP 2026
Menina, 2 anos de idade, apresenta 3 pápulas arredondadas, com cerca de 2 mm de diâmetro, firmes, rosadas, com umbilicação central, em região lateral do tórax. A mãe percebeu lesões há cerca de 1 semana. O diagnóstico pertinente ao quadro e a conduta indicada são, respectivamente:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: E
Pápulas pequenas, firmes, peroladas ou rosadas e com umbilicação central em pré-escolar caracterizam molusco contagioso, infecção cutânea por poxvírus. Em criança imunocompetente com poucas lesões, a involução é espontânea em meses, e o acompanhamento clínico é conduta aceita. Tratamentos (curetagem, crioterapia, cantaridina, hidróxido de potássio) ficam para lesões numerosas, sintomáticas ou por razão estética. A) Errada. Mília são pápulas brancas puntiformes, típicas da face do recém-nascido, sem umbilicação. B) Errada. Nódulo escabiótico é pruriginoso, acastanhado, em áreas típicas, com outras lesões de escabiose. C) Errada. Foliculite são pústulas centradas em folículo, sem umbilicação. D) Errada. Verruga filiforme é projeção alongada, geralmente em face, sem umbilicação. E) Correta. Molusco contagioso; poucas lesões em imunocompetente permitem conduta expectante. Análise de contexto do gabarito: a umbilicação central é o achado que define o diagnóstico; o número pequeno de lesões (três) justifica o acompanhamento clínico. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | Bolognia JL et al. Dermatology, 4ª ed., 2018 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 42)
Questão 5 · SUS-SP 2026
Primigesta, 23 anos de idade, iniciou pré-natal com 10 semanas de gestação. Na primeira consulta, realizou exames, e apresentou IgM e IgG positivos para toxoplasmose. Foram realizados IgA para toxoplasmose com resultado negativo e teste de avidez de IgG de 70%. Não recebeu medicação e repetiu os exames no último trimestre de gestação com resultados semelhantes. Ao nascimento, por parto normal, com 38 semanas de gestação, o recém-nascido do sexo masculino, peso = 2.980 g, comprimento = 48 cm, apgar de 9/10. De acordo com os dados apresentados, tem indicação de
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Gestante com IgM e IgG positivos e avidez de IgG alta (70%) no início do pré-natal, antes de 12-16 semanas, tem infecção adquirida antes da gestação. A IgM pode persistir por meses ou anos (IgM residual), e o IgA negativo reforça a ausência de infecção recente. Em gestante imunocompetente com infecção prévia à gestação, o risco de transmissão vertical é desprezível; o recém-nascido a termo, assintomático e com exame normal recebe os cuidados habituais, sem investigação ou tratamento específico. A) Correta. Infecção materna anterior à gestação não exige investigação do recém-nascido. B) Errada. Não há indicação de seguimento especializado sem suspeita de infecção congênita. C) Errada. Investigação com fundo de olho e ultrassonografia transfontanela é reservada a RN de mães com infecção possível ou confirmada na gestação. D) Errada. Tratamento com sulfadiazina, pirimetamina e ácido folínico é para toxoplasmose congênita confirmada ou provável. E) Errada. Líquor e ácido folínico isolado não têm indicação neste caso. Análise de contexto do gabarito: a avidez alta colhida com 10 semanas, o IgA negativo e os exames estáveis no 3º trimestre classificam a infecção como anterior à gestação; o RN é assintomático e tem peso adequado. Fontes: Ministério da Saúde. Protocolo de notificação e investigação: toxoplasmose gestacional e congênita, 2018 | Ministério da Saúde. Manual de Gestação de Alto Risco, 2022 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 43)
Questão 6 · SUS-SP 2026
Menino, 5 anos de idade, foi picado por escorpião no pé esquerdo há 1 hora. Tem muita dor e o local da picada está hiperemiado e edemaciado, sem áreas de necrose. Mesmo após receber analgesia, queixa-se de dor, vomitou 3 vezes, está sonolento com momentos de agitação, tem sudorese e salivação profusas, FC = 146 bpm, FR = 38 mrm. Qual a evolução esperada do quadro apresentado, sem receber soroterapia, e quais exames estão indicados para acompanhamento?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Escorpionismo em criança com vômitos repetidos, sudorese e sialorreia profusas, sonolência alternada com agitação, taquicardia e taquipneia é acidente moderado a grave, com indicação de soro antiescorpiônico. A peçonha do Tityus causa descarga adrenérgica e colinérgica maciça, com disfunção miocárdica (miocardite tóxica, arritmias). Sem soro, a evolução esperada é insuficiência cardíaca, que leva a edema agudo de pulmão cardiogênico e choque, principais causas de óbito. O acompanhamento cardiológico inclui eletrocardiograma e ecocardiograma (além de marcadores de lesão miocárdica). A) Errada. Lesão renal não é a complicação característica do escorpionismo. B) Errada. Insuficiência hepática é típica de outros acidentes, não do escorpiônico. C) Errada. O comprometimento respiratório existe, mas é secundário à disfunção cardíaca (edema pulmonar cardiogênico). D) Correta. A evolução esperada é a insuficiência cardíaca, monitorada com ECG e ecocardiograma. E) Errada. Insuficiência suprarrenal não faz parte da fisiopatologia do envenenamento. Análise de contexto do gabarito: a criança de 5 anos com manifestações sistêmicas (vômitos, sialorreia, sudorese, taquicardia, alteração de consciência) e a pergunta sobre evolução sem soro apontam para a complicação cardiovascular. Fontes: Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed., 2023 | Fundação Nacional de Saúde. Manual de Diagnóstico e Tratamento de Acidentes por Animais Peçonhentos, 2ª ed., 2001 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 45)
Questão 7 · SUS-SP 2026
Menino, 8 anos de idade, estava brincando na quadra da escola quando sentiu tontura, dor no peito e perdeu os sentidos por menos de 1 minuto, foi amparado por um amigo e pela supervisora e deitado no chão. Avaliado em Serviço de Urgência, tem sopro sistólico com irradiação para fúrcula e faces laterais do pescoço, sem outras alterações. O diagnóstico pertinente ao quadro e a medicação que pode ser prescrita até a avaliação cardiológica são, respectivamente:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Síncope e dor torácica ao esforço com sopro sistólico irradiado para fúrcula e carótidas caracterizam obstrução da via de saída do ventrículo esquerdo, compatível com estenose valvar aórtica. Síncope de esforço é sinal de gravidade e exige avaliação cardiológica urgente. Até essa avaliação, a banca considerou o betabloqueador (propranolol), que reduz frequência cardíaca e consumo de oxigênio; vasodilatadores e diuréticos devem ser evitados por reduzirem a pré-carga e a pressão de perfusão coronariana. A) Errada. CIV grande cursa com insuficiência cardíaca no lactente e sopro em borda esternal esquerda baixa, sem irradiação para o pescoço. B) Errada. CIA ostium secundum costuma ser assintomática, com sopro discreto em foco pulmonar e desdobramento fixo de B2. C) Correta. Estenose aórtica; o propranolol pode ser usado até a avaliação especializada. D) Errada. Atresia tricúspide é cianótica e manifesta-se no período neonatal. E) Errada. Estenose pulmonar irradia para dorso e axilas; enalapril não é indicado em lesão obstrutiva. Análise de contexto do gabarito: a síncope durante esforço e a irradiação do sopro para fúrcula e pescoço definem a lesão obstrutiva aórtica. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | Otto CM et al. 2020 ACC/AHA Guideline for the Management of Patients With Valvular Heart Disease. Circulation, 2021 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 46)
Questão 8 · SUS-SP 2026
Menina, 4 anos de idade, há 2 dias come menos, queixa-se de dor abdominal, e urina várias vezes ao dia em pequenas quantidades. Hoje apresentou 1 pico febril de 37,8 °C. Evacua a cada 2 dias, fezes formadas, com pouco esforço. Controla esfíncteres desde os 3 anos, tende a reter urina e fezes e adiar a ida ao banheiro até a urgência. Dorme com fralda, molhada cerca de 2 vezes por semana. Ao exame tem hiperemia de genital, sem outras alterações. Foi colhido exame de urina e urocultura por jato médio, com pH 6, densidade 1015, proteína, corpos cetônicos, glicose, bilirrubina, hemoglobina e nitrito ausentes. Esterase leucocitária +/+4. Leucócitos 15.000/mL, hemácias 4.000/mL, cilindros ausentes e presença de algumas bactérias. A conduta indicada para o quadro, enquanto se aguarda a urocultura, é prescrever:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: E
Pré-escolar com disfunção do trato urinário inferior (adia a micção, retém urina e fezes, perde urina à noite), hiperemia genital, febre baixa única e exame de urina pouco sugestivo (nitrito negativo, esterase +/4+, leucocitúria discreta) tem quadro mais compatível com vulvite irritativa do que com infecção urinária. Como a urocultura já foi colhida e a criança está estável, a conduta é higiene local/banho de assento e reavaliação com o resultado da urocultura ou antes, se piorar. A) Errada. Antibiótico empírico não está indicado com baixa probabilidade de ITU e criança estável. B) Errada. Fluoroquinolona não é primeira escolha em pediatria. C) Errada. Ácido nalidíxico tem baixa eficácia e não é recomendado. D) Errada. Ceftriaxona IM é para quadro febril com suspeita de pielonefrite, o que não é o caso. E) Correta. Medidas locais e reavaliação com a urocultura ou se surgirem febre ou novos sintomas. Análise de contexto do gabarito: nitrito negativo, esterase discreta, febre de 37,8 °C em pico único e hiperemia genital, em criança com hábitos de retenção, sustentam aguardar a urocultura. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | AAP Subcommittee on Urinary Tract Infection. Clinical Practice Guideline: Urinary Tract Infection in febrile infants and children 2 to 24 months. Pediatrics, 2011 (reafirmada 2016) (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 47)
Questão 9 · SUS-SP 2026
Menino, 8 anos de idade, é filho de mãe diagnosticada com tuberculose bacilífera há 2 semanas. Tem vacinação completa para a idade, fez BCG id com 15 dias de vida. Foi diagnosticado com pneumonia aos 2 e aos 4 anos de idade, medicado ambulatorialmente. Realizou radiografia de tórax, sem alterações e teste tuberculínico, lido com 72 horas, 12 mm. A conduta indicada para essa criança é:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Criança contato domiciliar de caso bacilífero, assintomática, com radiografia normal e prova tuberculínica de 12 mm tem infecção latente pelo M. tuberculosis (ILTB). Desde 2019, o Ministério da Saúde adota PT ≥ 5 mm para indicar tratamento em contatos, independentemente da BCG. A isoniazida 10 mg/kg/dia (máximo 300 mg) é esquema válido: 270 doses em 9 a 12 meses (ou 180 doses em 6 a 9 meses). Em 2026 o MS também recomenda rifampicina por 4 meses (preferencial em menores de 10 anos) e 3HP (rifapentina + isoniazida) a partir de 2 anos. A) Correta. Isoniazida 10 mg/kg, 270 doses em 9 a 12 meses. B) Errada. Dose de 20 mg/kg e duração de 3 meses não correspondem a nenhum esquema. C) Errada. Rifampicina para ILTB é por 4 meses (120 doses), não 6. D) Errada. Rifampicina isolada por 3 meses não é esquema recomendado. E) Errada. Isoniazida + rifampicina por 6 meses é parte do tratamento de doença ativa, não de ILTB. Análise de contexto do gabarito: contato bacilífero, PT positiva e radiografia normal sem sintomas definem ILTB; das alternativas, apenas A tem dose e número de doses corretos. Fontes: Ministério da Saúde. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, 2ª ed. atualizada, 2019 | Ministério da Saúde. Protocolo de vigilância da infecção latente pelo Mycobacterium tuberculosis no Brasil, 2ª ed., 2022 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 48)
Questão 10 · SUS-SP 2026
Menino, 2 anos de idade, tem picos febris há 2 dias e lesões hiperemiadas, com bolhas rotas e ragádias em região perioral, queixo, pescoço e face anterior do tórax. Está toxemiado, choroso, desidratado +/+4. Foi internado com diagnóstico de
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Criança de 2 anos com febre, toxemia, desidratação e lesões eritematosas com bolhas rotas e fissuras radiadas periorais (ragádias), em face, pescoço e tórax, tem síndrome da pele escaldada estafilocócica. Toxinas esfoliativas do S. aureus clivam a desmogleína-1 na camada granulosa, causando descolamento superficial e poupando mucosas. O tratamento é internação, hidratação, analgesia e antibiótico antiestafilocócico intravenoso. A) Errada. Escarlatina tem exantema áspero micropapular, língua em framboesa e sinal de Pastia, sem bolhas. B) Errada. Erisipela é placa eritematosa bem delimitada, em geral em membros inferiores. C) Errada. Impetigo bolhoso é localizado, sem toxemia; a toxina age só no local. D) Correta. Doença sistêmica por toxina, com ragádias periorais e descamação. E) Errada. Farmacodermias graves (SSJ/NET) acometem mucosas e exigem história de exposição a fármaco. Análise de contexto do gabarito: idade, febre com toxemia, bolhas rotas e ragádias periorificiais definem a forma disseminada mediada por toxina. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | Bolognia JL et al. Dermatology, 4ª ed., 2018 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 50)
Questão 11 · SUS-SP 2026
Menina, 9 anos de idade, há 8 meses não quer viajar de avião nas férias programadas porque teme que seu irmão vomite perto dela. O irmão de 6 anos de idade teve coqueluche aos 4 anos e vomitava após crises de tosse, com alguma frequência. Está no 4º ano do ensino fundamental, tem bom aproveitamento, conversa pouco, tem alguns amigos. Pratica natação 1 vez por semana, experimentou balé, circo e teatro, mas não se adaptou. Tem alimentação regular, a mãe precisa se deitar ao seu lado até adormecer. Entre 4 e 5 horas vai para a cama dos pais. O diagnóstico provável para o quadro é um transtorno
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Escolar com medo persistente (8 meses) e desproporcional de vômito, com evitação (não quer viajar), timidez, dificuldade de dormir sem a mãe e ida noturna para a cama dos pais apresenta sintomas de fobia específica e de ansiedade de separação, ambos do grupo dos transtornos de ansiedade. Não há agressividade, violação de regras ou irritabilidade crônica. A) Correta. Medo excessivo com evitação e sintomas de separação configuram transtorno de ansiedade. B) Errada. Transtorno de conduta envolve violação de direitos de outros e de regras sociais. C) Errada. Oposição desafiante envolve raiva, desafio e comportamento vingativo. D) Errada. Transtorno disruptivo da regulação do humor exige explosões de raiva frequentes e irritabilidade persistente. E) Errada. Não há sintomas somáticos ou neurológicos funcionais. Análise de contexto do gabarito: a duração de 8 meses, o medo focado e a dependência para dormir definem o grupo diagnóstico; o bom rendimento escolar e a ausência de comportamento opositor afastam os transtornos disruptivos. Fontes: American Psychiatric Association. DSM-5-TR – Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, 2022 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 51)
Questão 12 · SUS-SP 2026
Recém-nascido há 30 minutos por parto cesárea, agendado por diabetes gestacional, IG 36 semanas e 2 dias, apgar 8/8. Ao exame está taquipneico, com batimento de asas do nariz discreto, retrações intercostais e subcostais moderadas, FR = 62 mrm, FC = 128 bpm, ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Na radiografia de tórax há hiperinsuflação, infiltrado difuso, estrias peri-hilares proeminentes e presença de líquido nas fissuras interlobares, área cardíaca normal. Na gasometria arterial há hipoxemia e hipocapnia. O diagnóstico é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Prematuro tardio nascido por cesárea eletiva, sem trabalho de parto, com desconforto respiratório leve a moderado nas primeiras horas e radiografia com hiperinsuflação, estrias peri-hilares e líquido nas cisuras tem taquipneia transitória do recém-nascido. A causa é a reabsorção lenta do líquido pulmonar fetal; a evolução costuma ser benigna em 24 a 72 horas. A) Errada. Na síndrome do desconforto respiratório a radiografia mostra volume pulmonar reduzido, padrão reticulogranular e broncograma aéreo. B) Errada. Pneumonia precoce exige fatores de risco infecciosos e pode ter infiltrados assimétricos; não há dados de infecção. C) Correta. Quadro clínico e radiológico típico de retenção de líquido pulmonar. D) Errada. Ausculta cardíaca normal e área cardíaca normal tornam improvável cardiopatia. E) Errada. Não há dado de policitemia, e a hipertensão pulmonar não explica o padrão radiológico. Análise de contexto do gabarito: a cesárea agendada sem trabalho de parto, a idade gestacional de 36 semanas e o achado radiológico de hiperinsuflação com líquido cisural definem a resposta. Fontes: Ministério da Saúde. Atenção à Saúde do Recém-Nascido, vol. 3, 2ª ed., 2014 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 52)
Questão 13 · SUS-SP 2026
Menino, 3 anos de idade, tem diagnóstico de anemia falciforme a partir da triagem neonatal e acompanhamento ambulatorial. Tem hemoglobina basal de 9 g/dL e vacinação em dia, realizada em Centro de Imunobiológicos Especiais. É atendido em UPA por recusa alimentar e dor abdominal generalizada. Ao exame está afebril, pálido, descorado +++/+4, com FC = 124 bpm, FR = 36 mrm, SatO2 = 92%. Ausculta cardíaca com sopro sistólico sem irradiação, ausculta pulmonar sem alterações. Abdome levemente globoso, com RHA diminuídos, doloroso à palpação. Fígado palpável a 2 cm do RCD e baço a 5 cm do RCE. A hemoglobina atual é de 5,2 g/dL. O diagnóstico provável para o quadro descrito é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: E
Pré-escolar com anemia falciforme, queda aguda da hemoglobina (de 9 para 5,2 g/dL), palidez intensa, taquicardia, dor abdominal e baço palpável a 5 cm do rebordo tem sequestro esplênico agudo. O sangue fica retido no baço, com risco de choque hipovolêmico e óbito. A conduta é estabilização, transfusão cautelosa de hemácias e orientação à família para palpação do baço. A) Errada. A crise vaso-oclusiva causa dor, mas não queda importante da hemoglobina nem aumento agudo do baço. B) Errada. Trombose mesentérica é rara e não explica a esplenomegalia com anemia aguda. C) Errada. Gastroenterite não explica a anemia grave nem a esplenomegalia. D) Errada. A taquicardia e o sopro decorrem da anemia aguda; a causa da queda de Hb é o sequestro. E) Correta. Queda de Hb com esplenomegalia aguda dolorosa. Análise de contexto do gabarito: a comparação entre a Hb basal e a atual e o baço a 5 cm do rebordo em criança de 3 anos (idade em que o baço ainda funciona) definem o diagnóstico. Fontes: Ministério da Saúde. Doença falciforme: condutas básicas para tratamento, 2012 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 53)
Questão 14 · SUS-SP 2026
Menina, 3 anos de idade, tem picos febris há 60 horas, coriza hialina e tosse. Acordou a noite chorando por dor de ouvido. Foi atendida em serviço de urgência, no exame físico está hidratada, eupneica, tem hiperemia em cavo e abaulamento de membrana timpânica direita. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Foi feito diagnóstico de otite média aguda e prescrito amoxicilina 50 mg/kg/dia por 7 dias e limpeza de secreções com soro fisiológico. Voltou para casa dormindo e iniciou medicação pela manhã. Apresentou temperatura 38 °C e, à tarde, a mãe notou saída de líquido do ouvido direito. Retornou ao médico que observou líquido fino e amarelado em conduto, optou por não realizar aspiração. A conduta indicada ao quadro apresentado é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Na otite média aguda, a otorreia por perfuração espontânea da membrana timpânica faz parte da evolução natural: drena a orelha média e costuma aliviar a dor. Como a amoxicilina foi iniciada há poucas horas, não houve tempo para avaliar resposta; falha terapêutica só é considerada após 48 a 72 horas sem melhora. A conduta é manter o tratamento e reavaliar. A) Errada. Corticoide não tem papel no tratamento da otite média aguda. B) Errada. Gotas de ciprofloxacino são usadas em otorreia por tubo de ventilação ou otite crônica, não substituem o antibiótico oral neste caso. C) Errada. Troca para amoxicilina-clavulanato só após falha clínica em 48-72 horas. D) Correta. Manter o esquema e reavaliar. E) Errada. Febre, otalgia e abaulamento definem otite aguda, não otite com efusão. Análise de contexto do gabarito: o intervalo curto entre o início do antibiótico e o surgimento da otorreia é o dado que define a manutenção do tratamento. Fontes: Lieberthal AS et al. AAP Clinical Practice Guideline: The Diagnosis and Management of Acute Otitis Media. Pediatrics, 2013 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 54)
Questão 15 · SUS-SP 2026
Menina, 1 mês de idade, em consulta de puericultura, em aleitamento materno exclusivo, bom ganho de peso, tem queixa de lacrimejamento em olho direito, com acúmulo de secreções. Ao exame tem conjuntiva clara, as pupilas são fotorreagentes, sem fotofobia, acúmulo de muco e lágrimas na pálpebra inferior e pequenas crostas nos cílios. O diagnóstico e a conduta propostos, são, respectivamente:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Lactente de 1 mês com lacrimejamento unilateral, acúmulo de muco e crostas nos cílios, conjuntiva clara e sem fotofobia tem obstrução congênita do ducto nasolacrimal, em geral por persistência da membrana de Hasner. A maioria resolve espontaneamente até 12 meses. A conduta é higiene das secreções e massagem do saco lacrimal (manobra de Crigler); sondagem fica para casos persistentes. A) Errada. Blefarite não é a causa típica de epífora unilateral desde as primeiras semanas. B) Errada. Conjuntivite química ocorre nas primeiras 24-48 horas após profilaxia ocular e cursa com hiperemia conjuntival. C) Correta. Obstrução congênita das vias lacrimais com conduta conservadora. D) Errada. Glaucoma congênito cursa com fotofobia, córnea turva e aumento do globo. E) Errada. Dacriocistite cursa com edema e hiperemia do canto medial; não há sinal inflamatório. Análise de contexto do gabarito: a conjuntiva clara, a ausência de fotofobia e o acúmulo de muco unilateral definem a obstrução não complicada. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | Bowling B. Kanski Oftalmologia Clínica, 8ª ed., 2016 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 56)
Questão 16 · SUS-SP 2026
Adolescente, 14 anos de idade, saudável, com vida sexual ativa, tem febre medida em 38,5 a 39 °C há 2 dias e dor abdominal em cólicas, mais intensa na região epigástrica e hipocôndrio direito com irradiação para o dorso, entre as omoplatas. Tem diagnóstico de síndrome do intestino irritável há 2 meses, por cólicas abdominais, fezes líquidas ou semilíquidas, intercalados por períodos de acalmia. Ao exame está pálido, corado, anictérico, FC = 110 bpm, FR = 20 mrm, PA = 100/80 mmHg, Tec = 2 seg, SatO2 97%. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações. Abdome tenso e doloroso à palpação, RHA diminuídos, fígado palpável a 2,5 cm do RCD, baço no RCE, Giordano negativo. Foram colhidos exames, e indicada a realização de ultrassonografia abdominal com provável diagnóstico de
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Adolescente com diarreia intermitente há meses (rotulada como intestino irritável), seguida de febre alta, dor em hipocôndrio direito irradiada para o dorso e hepatomegalia dolorosa, tem quadro sugestivo de abscesso hepático amebiano. A Entamoeba histolytica coloniza o cólon e chega ao fígado pela veia porta, formando abscesso, mais comum no lobo direito. A ultrassonografia mostra lesão hipoecoica; o tratamento é metronidazol seguido de amebicida luminal. A) Errada. Cólica biliar não cursa com febre alta nem hepatomegalia. B) Correta. Diarreia prévia, febre e hepatomegalia dolorosa em hipocôndrio direito. C) Errada. Apendicite cursa com dor em fossa ilíaca direita, sem hepatomegalia. D) Errada. Crohn pode explicar a diarreia, mas não a hepatomegalia dolorosa com febre alta. E) Errada. DIP cursa com dor em baixo ventre e achados pélvicos, ausentes no enunciado; não explica a hepatomegalia. Análise de contexto do gabarito: o antecedente de diarreia intermitente e a hepatomegalia dolorosa com febre alta ligam o quadro intestinal à complicação hepática. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | Ministério da Saúde. Doenças infecciosas e parasitárias: guia de bolso, 8ª ed., 2010 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 57)
Questão 17 · SUS-SP 2026
Menino, 4 anos de idade, apresenta vômitos, cólicas e evacuações com sangue há 2 dias. Passou 10 dias em fazenda de gado, em visita aos avós. Após 5 dias do retorno para casa, iniciou quadro de diarreia aquosa, 3 a 5 evacuações ao dia, por 3 dias e evolui para o quadro atual. Ao exame está hidratado, descorado ++/4+, anictérico, FC = 110 bpm, FR = 24 mrm, Tec = 3 seg. e SatO2 95%. Ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações, abdome doloroso à palpação, fígado e baço não palpáveis. Foi realizado hemograma com Hb 7,1 g/dL, Htc 23%, RDW 15, reticulócitos 10% e presença de esquizócitos no esfregaço. Leucócitos 11.000 distribuição (2-62-2-0-31-3), plaquetas 95.000/mm³, DHL = 380 U/L, Na = 130 mEq/L, K = 3 mEq/L, Ureia = 50 mg/dL e creatinina = 2 mg/dL. O diagnóstico pertinente ao quadro e a conduta indicada são, respectivamente:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: E
Criança com exposição a gado, diarreia aquosa que evolui para disenteria, seguida de anemia hemolítica microangiopática (esquizócitos, reticulócitos 10%, DHL elevada), plaquetopenia e lesão renal aguda tem síndrome hemolítico-urêmica típica, causada por E. coli produtora de toxina Shiga (como O157:H7). O tratamento é de suporte: hidratação cuidadosa, correção de eletrólitos, transfusão se necessário e diálise quando indicada. Antibióticos e antidiarreicos são evitados, pois podem aumentar a liberação de toxina. A) Errada. Campylobacter não explica a tríade, e fluoroquinolona não é escolha em criança. B) Errada. Shigella pode causar SHU, mas a exposição a gado e a conduta com antibiótico não se ajustam ao quadro. C) Errada. Yersinia cursa com adenite mesentérica e pseudoapendicite. D) Errada. Não há sinais de infecção sistêmica por Salmonella que expliquem a microangiopatia. E) Correta. SHU por E. coli êntero-hemorrágica, com tratamento de suporte. Análise de contexto do gabarito: a tríade laboratorial (hemólise com esquizócitos, plaquetas 95.000, creatinina 2 mg/dL) após diarreia sanguinolenta e o contato com gado definem a etiologia. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | Kliegman RM et al. Nelson Textbook of Pediatrics, 21ª ed., 2020 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 58)
Questão 18 · SUS-SP 2026
Menina, 2 anos de idade, tem diarreia e vômitos há 1 dia. Foi avaliada e medicada no serviço de urgência. Foi orientada dieta e hidratação com água e líquidos variados. Há 1 hora está estranha, chorando o tempo todo, mal olha os brinquedos e ficou em posição com o corpo curvado para trás. Ficou com a mãe todo o tempo, grande parte do tempo, no seu colo. Ao exame apresenta hipertonia, espasmos musculares, posição de opistótono, mímica facial pobre e parkinsonismo. A hipótese diagnóstica é de intoxicação, possivelmente pela medicação recebida no atendimento realizado horas antes. A medicação mais provável, de acordo com o quadro descrito, é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Criança que recebeu antiemético no atendimento e, horas depois, apresenta opistótono, hipertonia, espasmos, hipomimia e parkinsonismo tem reação extrapiramidal aguda (distonia) por bloqueio dopaminérgico D2. A metoclopramida é a causa mais comum nesse contexto, e por isso seu uso é desaconselhado em crianças. O tratamento é suspensão do fármaco e anticolinérgico (biperideno) ou difenidramina. A) Errada. Dimenidrato é anti-histamínico; em excesso causa sedação e efeitos anticolinérgicos, não distonia. B) Errada. Clorpromazina pode causar distonia, mas não é antiemético usado de rotina em gastroenterite pediátrica. C) Errada. Ondansetrona (antagonista 5-HT3) raramente causa sintomas extrapiramidais. D) Correta. Metoclopramida é a causa clássica de distonia aguda após antiemético. E) Errada. Loperamida pode causar íleo e depressão do SNC, não distonia. Análise de contexto do gabarito: o quadro de gastroenterite tratado com medicação no serviço de urgência e os sinais extrapiramidais definem o antiemético bloqueador D2. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | Kliegman RM et al. Nelson Textbook of Pediatrics, 21ª ed., 2020 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 59)
Questão 19 · SUS-SP 2026
Menino, 10 anos de idade, caiu em pista de skate, enquanto descia rampa de cerca de 1 metro de altura. Perdeu a consciência de imediato, foi transportado para a Emergência, em carro particular. Apresenta laceração em couro cabeludo, em região parietal direita e fratura com desvio em antebraço direito. Foi colocado colar cervical, a expansão torácica é simétrica, com ausculta pulmonar e cardíaca sem alterações. O abdome é flácido, sem massas palpáveis. Tem FC = 110 bpm, FR = 24 mrm, PA 100/70 mmHg, SatO2 95%, pulsos palpáveis, Tec = 2 seg. Tem pupilas isocóricas e fotorreagentes, abre os olhos ao ser chamado, está confuso e retira o braço quando se toca o local da fratura. Foram puncionados 2 acessos venosos. A seguir, além de avaliação laboratorial da função renal, indica-se a realização de
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Criança com TCE, perda de consciência imediata, Glasgow abaixo de 15 (abertura ocular ao chamado, confusão, localiza ou retira à dor) e laceração de couro cabeludo tem alto risco de lesão intracraniana pelos critérios PECARN, com indicação de tomografia de crânio. Com alteração de consciência e mecanismo de trauma, a coluna cervical não pode ser liberada clinicamente e deve ser avaliada por imagem. Hemodinâmica e ventilação estão estáveis. A) Correta. TC de crânio e avaliação de imagem da coluna cervical. B) Errada. A criança está estável; soro de manutenção não é a prioridade diagnóstica. C) Errada. Glasgow acima de 8 e via aérea pérvia não indicam intubação; via nasal é contraindicada no TCE. D) Errada. Soro resfriado não tem indicação no atendimento inicial. E) Errada. Monitorização de PIC não precede a tomografia, e a fratura não é prioridade. Análise de contexto do gabarito: a perda de consciência, o Glasgow estimado em torno de 12 e o exame primário estável indicam a investigação de lesão intracraniana e cervical. Fontes: Kuppermann N et al. Identification of children at very low risk of clinically-important brain injuries after head trauma (PECARN). Lancet, 2009 | American College of Surgeons. ATLS – Advanced Trauma Life Support, 10ª ed., 2018 (Questão oficial: SUS-SP 2026, nº 60)