Questões de Preventiva: Santa Casa SP 2026
Esta área reúne 20 questões oficiais. Os temas mais frequentes são Atenção primária e ESF (11), Imunização (PNI) (2), Rastreamento e níveis de prevenção (2).
Perfil da prova em números
| Área | Questões |
|---|---|
| Preventiva | 20 |
- Atenção primária e ESF11
- Imunização (PNI)2
- Rastreamento e níveis de prevenção2
- SUS e políticas de saúde2
- Bioestatística e estudos1
- Epidemiologia e indicadores1
- Vigilância e notificação1
Todas as questões da área
Questão 1 · Santa Casa SP 2026
A vacinação contra doença meningocócica está indicada para pacientes
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
A anemia falciforme causa asplenia funcional, condição de alto risco para doença invasiva por germes encapsulados, incluindo Neisseria meningitidis. Nesse grupo o CRIE indica a vacina meningocócica conjugada ACWY em esquema primário de 2 doses (intervalo mínimo de 8 semanas), com reforços periódicos, além da meningocócica B. A) Errada. Pessoas vivendo com HIV também recebem esquema de 2 doses da ACWY, não dose única. B) Errada. Na asplenia anatômica ou funcional o esquema primário é de 2 doses. C) Correta. Asplenia funcional da anemia falciforme: ACWY em 2 doses. D) Errada. Recrutas e outros grupos de exposição ocupacional ou coletiva recebem dose única. E) Errada. Para viajantes, a indicação depende do destino e envolve a ACWY; a vacina B não é exigência padrão. Análise de contexto do gabarito: a questão cobra a combinação grupo de risco + número de doses. Só a asplenia funcional da anemia falciforme aparece associada ao esquema de 2 doses, que é o recomendado para imunodeprimidos e aspleênicos. Fontes: Ministério da Saúde. Manual dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais, 6ª ed., 2023 | SBIm. Calendários de vacinação de pacientes especiais 2024-2025 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 1)
Questão 2 · Santa Casa SP 2026
Um dos princípios doutrinários do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com a Lei nº 8.080/1990, que define a organização, o funcionamento e as ações dos serviços de saúde, é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Pela Lei nº 8.080/1990 e pela doutrina da Reforma Sanitária, os princípios doutrinários do SUS são universalidade, integralidade e equidade. Descentralização, regionalização, hierarquização e participação social são princípios organizativos. A) Errada. Longitudinalidade é atributo essencial da Atenção Primária (Starfield). B) Correta. Integralidade é princípio doutrinário do SUS, previsto no art. 7º da Lei 8.080/1990. C) Errada. Coordenação do cuidado é atributo essencial da APS. D) Errada. Acesso de primeiro contato é atributo essencial da APS. E) Errada. Orientação comunitária é atributo derivado da APS. Análise de contexto do gabarito: as alternativas misturam um princípio legal do SUS com atributos da APS descritos por Barbara Starfield. Só a integralidade está na lei. Fontes: Brasil. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990 | Starfield B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. UNESCO/Ministério da Saúde, 2002 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 81)
Questão 3 · Santa Casa SP 2026
Segundo a Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) vigente (Portaria nº 2.436/2017), a faixa de população adscrita recomendada por Equipe de Saúde da Família (eSF) ou Equipe de Atenção Básica (eAB) é de:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
A PNAB 2017 (Portaria nº 2.436/2017, consolidada na Portaria de Consolidação nº 2/2017) recomenda população adscrita de 2.000 a 3.500 pessoas por equipe de Saúde da Família ou de Atenção Básica. Esse número pode variar conforme o grau de vulnerabilidade e a dispersão do território. A PNAB 2011 usava o limite máximo de 4.000 pessoas, com média recomendada de 3.000. A) Correta. A PNAB 2017 recomenda 2.000 a 3.500 pessoas por equipe. B) Errada. A faixa ultrapassa o limite recomendado. C) Errada. Não corresponde a nenhuma versão da PNAB. D) Errada. Faixa abaixo da recomendação. E) Errada. Não corresponde a nenhuma versão da PNAB. Análise de contexto do gabarito: o enunciado fixa a norma de referência (Portaria 2.436/2017). Portanto, a resposta é o número literal dessa portaria, e não parâmetros de financiamento posteriores. Fontes: Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017 (PNAB) | Ministério da Saúde. Portaria de Consolidação nº 2, de 28 de setembro de 2017 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 82)
Questão 4 · Santa Casa SP 2026
De acordo com a classificação de Barbara Starfield, amplamente utilizada pelo Ministério da Saúde para definir a qualidade da Atenção Primária à Saúde (APS), são denominados atributos derivados:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Barbara Starfield descreve quatro atributos essenciais da APS: acesso de primeiro contato, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado. Os atributos derivados são três: orientação familiar, orientação comunitária e competência cultural. O Ministério da Saúde usa esse modelo, inclusive no instrumento PCATool-Brasil. A) Errada. Os dois são atributos essenciais. B) Errada. Os dois são atributos essenciais. C) Errada. Acessibilidade e equidade não estão entre os atributos derivados de Starfield; equidade é princípio do SUS. D) Correta. Orientação familiar e competência cultural são atributos derivados. E) Errada. Escuta qualificada é uma ferramenta do acolhimento e universalidade é princípio do SUS. Análise de contexto do gabarito: A pergunta pede os atributos derivados; só a alternativa D traz dois itens dessa lista. Fontes: Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. UNESCO/Ministério da Saúde, 2002 | Ministério da Saúde. Manual do instrumento de avaliação da APS: PCATool-Brasil, 2020 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 83)
Questão 5 · Santa Casa SP 2026
Na Atenção Primária à Saúde (APS), um dos principais atributos que o médico deve praticar para garantir o cuidado adequado de seus pacientes é a Longitudinalidade. Segundo a PNAB 2017, a melhor definição, entre as seguintes, para longitudinalidade é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
A PNAB 2017 define longitudinalidade como a continuidade da relação de cuidado, com construção de vínculo e responsabilização entre profissionais e usuários ao longo do tempo, de modo permanente e consistente. O texto da alternativa B reproduz quase literalmente a definição da portaria. As demais alternativas descrevem outras diretrizes da mesma PNAB. A) Errada. Descreve a resolutividade. B) Correta. É a definição de longitudinalidade da PNAB 2017. C) Errada. Descreve a população adscrita (territorialização e adscrição). D) Errada. Descreve o cuidado centrado na pessoa. E) Errada. Descreve a coordenação do cuidado na Rede de Atenção à Saúde. Análise de contexto do gabarito: O enunciado cita a PNAB 2017, então a resposta é a definição textual da portaria. O dado que identifica a longitudinalidade é o eixo tempo e vínculo. Fontes: Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436, de 21 de setembro de 2017: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 84)
Questão 6 · Santa Casa SP 2026
O Coeficiente de Mortalidade Infantil é um dos principais indicadores das condições de vida e saúde de uma população. De acordo com o Ministério da Saúde e o Comitê de Prevenção do Óbito Infantil, a fórmula correta para o seu cálculo em um determinado local e ano é:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
O coeficiente (taxa) de mortalidade infantil é o número de óbitos de menores de 1 ano dividido pelo número de nascidos vivos, no mesmo local e ano, multiplicado por 1.000. Ele estima o risco de morrer no primeiro ano de vida. Usa-se nascidos vivos no denominador, e não a população total, porque eles representam a população exposta ao risco. A) Errada. Óbitos de menores de 5 anos definem a taxa de mortalidade na infância. B) Errada. O denominador correto é nascidos vivos, e o multiplicador é 1.000. C) Correta. É a fórmula padronizada pela RIPSA e pelo Ministério da Saúde. D) Errada. É a razão de mortalidade materna. E) Errada. O numerador e o denominador estão certos, mas o multiplicador da mortalidade infantil é 1.000. Análise de contexto do gabarito: A resposta depende de três elementos ao mesmo tempo: faixa etária (menor de 1 ano), denominador (nascidos vivos) e base (1.000). Fontes: RIPSA. Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações, 2ª ed., 2008 | Ministério da Saúde. Manual de vigilância do óbito infantil e fetal e do Comitê de Prevenção do Óbito Infantil e Fetal, 2ª ed., 2009 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 85)
Questão 7 · Santa Casa SP 2026
Uma paciente de 55 anos, assintomática, realiza sua mamografia de rastreamento conforme o protocolo do Ministério da Saúde para sua faixa etária. Ela retorna à UBS ansiosa, trazendo o resultado classificado como BI-RADS 1, com descrição de mamas predominantemente adiposas. Entre as condutas do médico de família e comunidade abaixo, a melhor para esta paciente é:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
BI-RADS 1 significa mamografia negativa, sem achados. A conduta é tranquilizar a paciente e manter o rastreamento de rotina: mamografia a cada 2 anos. Desde 2025, o Ministério da Saúde recomenda o rastreamento de 50 a 74 anos e, de 40 a 49 anos, oferta por decisão compartilhada. Aos 55 anos, ela está na faixa de rastreamento. A) Errada. A ultrassonografia complementar não é indicada em BI-RADS 1, ainda mais com mamas adiposas, em que a sensibilidade da mamografia é alta. B) Correta. Exame normal leva à manutenção da rotina de rastreamento. C) Errada. Controle em 6 meses é conduta do BI-RADS 3. D) Errada. Não há achado que justifique encaminhar ao especialista. E) Errada. A biópsia é indicada para BI-RADS 4 e 5. Análise de contexto do gabarito: A paciente é assintomática, está na faixa de rastreamento, tem BI-RADS 1 e mamas adiposas. Esse conjunto torna desnecessária qualquer investigação adicional. Fontes: INCA. Diretrizes para a detecção precoce do câncer de mama no Brasil, 2015 | Ministério da Saúde/INCA. Nota técnica sobre o acesso à mamografia no SUS (rastreamento de 50 a 74 anos), 2025 | American College of Radiology. ACR BI-RADS Atlas, 5ª ed., 2013 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 86)
Questão 8 · Santa Casa SP 2026
O médico de família de uma nova UBS precisa organizar os agendamentos das gestantes de baixo risco atendidas por sua equipe. Seguindo a rotina orientada pelo Ministério da Saúde e a última versão da Caderneta da Gestante, o cronograma de consultas recomendado é mensalmente até a
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
No pré-natal de baixo risco, o Ministério da Saúde recomenda consultas mensais até 28 semanas, quinzenais de 28 a 36 semanas e semanais a partir de 36 semanas, até o parto. Não existe alta do pré-natal: o acompanhamento segue até o nascimento. O mínimo recomendado são 6 consultas. A) Errada. Omite a fase quinzenal de 28 a 36 semanas. B) Errada. Os cortes de 32 e 38 semanas não correspondem ao cronograma do Ministério da Saúde. C) Correta. Descreve as três fases com os marcos de 28 e 36 semanas. D) Errada pelo gabarito da banca. Não informa de forma explícita que a fase quinzenal começa na 28ª semana; a alternativa C traz os intervalos completos. E) Errada. Não há fase semanal no fim da gestação, que é quando o risco aumenta. Análise de contexto do gabarito: Os marcos de 28 e 36 semanas definem a resposta. A banca escolheu a alternativa que descreve cada intervalo de forma completa. Fontes: Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica nº 32: Atenção ao pré-natal de baixo risco, 2012 | Ministério da Saúde. Protocolos da Atenção Básica: Saúde das Mulheres, 2016 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 87)
Questão 9 · Santa Casa SP 2026
Durante uma ação de vigilância em saúde, uma equipe da Estratégia Saúde da Família identificou que, em uma determinada comunidade, há alta prevalência de doenças respiratórias em crianças menores de 5 anos. Observou-se que estas famílias vivem em moradias com pouca ventilação, em área próxima a um lixão, e que a maioria dos responsáveis possui baixa escolaridade e renda instável. Com base no modelo de Dahlgren e Whitehead (1991) e no conceito de determinantes sociais da saúde, analise as afirmativas a seguir: I. As condições de moradia e exposição ambiental são determinantes intermediários da saúde, que influenciam diretamente o risco de adoecimento. II. A baixa escolaridade e a renda insuficiente são determinantes estruturais, pois condicionam oportunidades e acesso a recursos de saúde. III. O fato de as crianças apresentarem doenças respiratórias está relacionado apenas a fatores individuais e biológicos. IV. As ações intersetoriais são fundamentais para modificar os determinantes identificados e promover equidade em saúde. Está correto o que se afirma em
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Nos modelos de determinação social da saúde, as condições de vida (moradia, saneamento, exposição ambiental) são determinantes intermediários, e a posição socioeconômica (renda, escolaridade) é determinante estrutural. A classificação estrutural/intermediário vem do modelo da OMS (Solar e Irwin, 2010). No modelo de Dahlgren e Whitehead, os mesmos fatores aparecem nas camadas de condições de vida e de condições socioeconômicas. Modificar esses determinantes exige ação intersetorial. A) Errada. Inclui a afirmativa III, que está incorreta. B) Errada. Omite a afirmativa I, que está correta. C) Correta. As afirmativas I, II e IV estão corretas. D) Errada. Inclui a afirmativa III. E) Errada. Inclui a III e omite a II e a IV. Análise de contexto do gabarito: A afirmativa III atribui o adoecimento 'apenas' a fatores individuais e biológicos, o que contradiz o conceito de determinação social. Os dados do caso (moradia, lixão, renda, escolaridade) são justamente determinantes sociais. Fontes: Dahlgren G, Whitehead M. Policies and strategies to promote social equity in health, 1991 | Solar O, Irwin A. A conceptual framework for action on the social determinants of health. OMS, 2010 | CNDSS. As causas sociais das iniquidades em saúde no Brasil, 2008 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 88)
Questão 10 · Santa Casa SP 2026
Durante uma consulta de acompanhamento em uma UBS com Estratégia de Saúde da Família, o médico residente atende Dona Helena, 63 anos, hipertensa, que relata aumento da pressão arterial e insônia desde que passou a cuidar do marido, recentemente diagnosticado com Alzheimer. A paciente demonstra cansaço e chora ao falar sobre a rotina de cuidados. O profissional decide utilizar instrumentos de abordagem familiar para compreender melhor o contexto. No genograma, identifica que Helena mora com o marido e um filho adulto que pouco participa dos cuidados. No APGAR familiar, o escore é baixo, principalmente nos itens de participação e apoio. Com base nos princípios da Medicina de Família e Comunidade e no uso desses instrumentos, entre as opções abaixo, a melhor conduta para este caso é:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
O caso mostra sobrecarga do cuidador: a hipertensão descompensada e a insônia surgem com o cuidado do marido com Alzheimer, e o filho pouco participa. O genograma e o APGAR familiar (baixo em participação e apoio) mostram disfunção familiar. Esses instrumentos servem para orientar um plano de cuidado que envolva a família: redistribuir tarefas, apoiar a cuidadora e articular a rede, sem deixar de tratar a hipertensão. A) Errada. Ajustar só o anti-hipertensivo ignora a causa da descompensação. B) Correta. Usa os dados dos instrumentos para construir um plano de cuidado com toda a família. C) Errada. Sofrimento reativo à sobrecarga é manejado na APS; não há critério de gravidade para encaminhar ao psiquiatra. D) Errada. Não há diagnóstico de depressão que justifique antidepressivo como conduta principal. E) Errada. Impor o cuidado ao filho desconsidera a autonomia e a negociação familiar. Análise de contexto do gabarito: O enunciado informa que o médico já aplicou genograma e APGAR familiar. A pergunta é o que fazer com essas informações, e a resposta é transformá-las em plano de cuidado familiar. Fontes: Gusso G, Lopes JMC, Dias LC (org.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade: princípios, formação e prática, 2ª ed., 2019 | Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica nº 19: Envelhecimento e saúde da pessoa idosa, 2006 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 89)
Questão 11 · Santa Casa SP 2026
Em uma Unidade de Saúde da Família (USF), durante um turno de atendimento, uma usuária procura o serviço relatando dor abdominal leve há três dias, sem febre, vômitos ou alteração importante do estado geral. Enquanto aguarda, outro paciente chega apresentando dor torácica súbita e sudorese intensa. Diante dessa situação, o enfermeiro responsável pelo acolhimento com classificação de risco deve agir conforme os princípios da Atenção Primária à Saúde e da Política Nacional de Humanização (PNH). Entre as opções abaixo, a conduta mais adequada neste momento é:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
O acolhimento com classificação de risco da Política Nacional de Humanização organiza o atendimento pela gravidade, e não pela ordem de chegada. Dor torácica súbita com sudorese intensa sugere síndrome coronariana aguda e exige avaliação médica imediata. A UBS deve fazer o primeiro atendimento à urgência e estabilizar antes de qualquer transferência. A usuária com dor abdominal leve e estável aguarda com segurança. A) Errada. A ordem de chegada contraria o princípio da equidade na classificação de risco. B) Errada. A APS acolhe urgências e faz o primeiro atendimento; recusar e encaminhar sem avaliação é inadequado. C) Errada. Fazer o paciente com dor torácica esperar atrasa uma possível emergência. D) Correta. Prioriza imediatamente o caso de maior risco. E) Errada. A demanda espontânea faz parte das atribuições da APS e não pode ser recusada. Análise de contexto do gabarito: O contraste entre os dois usuários (dor abdominal leve e estável versus dor torácica súbita com sudorese) define a prioridade pela classificação de risco. Fontes: Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica nº 28, v. 1: Acolhimento à demanda espontânea, 2013 | Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436/2017: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 90)
Questão 12 · Santa Casa SP 2026
Durante uma ação de vacinação em uma Unidade de Saúde da Família, o enfermeiro observa três situações distintas: I. Uma adolescente de 13 anos comparece para atualização da caderneta, sem registro da vacina HPV. II. Um idoso de 70 anos, com doença pulmonar crônica, solicita a vacina contra influenza. III. Uma criança de 1 ano e 3 meses apresentou febre e irritabilidade leve por 24 horas após receber a vacina tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola). Com base nas recomendações do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e no manejo adequado de eventos adversos pós-vacinação, qual é a conduta mais apropriada da equipe de saúde?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Vacinar quem está elegível e reconhecer eventos esperados são princípios do PNI. A adolescente de 13 anos está na faixa da vacina HPV (9 a 14 anos). Desde 2024 o Ministério da Saúde adotou dose única nessa faixa; o esquema de duas doses citado na alternativa B é o anterior. O idoso com pneumopatia é grupo prioritário para influenza e não precisa de avaliação prévia. A febre leve e autolimitada após a tríplice viral é evento esperado: não contraindica doses futuras, e o Ministério da Saúde orienta não notificar febre abaixo de 39 °C sem necessidade de atendimento. A) Errada. Não há motivo para adiar a vacina da influenza, e febre leve não é evento adverso grave. B) Correta. É a alternativa coerente nos três cenários; o esquema HPV, porém, hoje é de dose única. C) Errada. Três doses são para imunossuprimidos, a avaliação prévia é desnecessária e não há motivo para suspender a tríplice viral. D) Errada. A dose única de HPV está atualizada, mas febre leve não é contraindicação definitiva à tríplice viral. E) Errada. Adiar vacinas perde oportunidades de vacinação. Análise de contexto do gabarito: O terceiro cenário (febre leve, autolimitada, 24 horas) decide a questão: só a alternativa B trata o evento como esperado. As demais têm erros graves em pelo menos um cenário. Fontes: Ministério da Saúde. Manual de Vigilância Epidemiológica de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização, 4ª ed., 2020 | Ministério da Saúde. Nota técnica sobre a adoção da dose única da vacina HPV, 2024 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 91)
Questão 13 · Santa Casa SP 2026
Durante o seguimento na Atenção Primária, Dona Lúcia, 67 anos, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família. Ela tem diabetes mellitus tipo 2 há 10 anos e hipertensão arterial sistêmica há 12 anos. Faz uso de losartana 50 mg 2x/dia, hidroclorotiazida 25 mg/dia, metformina 850 mg 2x/dia e sinvastatina 20 mg à noite. Refere adesão irregular à dieta e atividade física. Nega tabagismo. Últimos exames e dados clínicos: PA: 138 x 84 mmHg; IMC: 32 kg/m²; HbA1c: 7,8%; LDL: 118 mg/dL; Microalbuminúria: positiva; Creatinina: 1,0 mg/dL; ECG: sem alterações isquêmicas. Considerando as Diretrizes Brasileiras de HAS e DM (SBC, SBD e Ministério da Saúde) e as recomendações da APS, é INCORRETO afirmar:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
A pergunta pede a afirmativa INCORRETA. Diabetes há mais de 10 anos com albuminúria coloca a paciente em alto risco cardiovascular. Nesse grupo, as diretrizes brasileiras (SBD e SBC) recomendam LDL abaixo de 70 mg/dL, e não abaixo de 130. Com LDL de 118 mg/dL em uso de sinvastatina 20 mg, a estatina deve ser intensificada (alta potência, como atorvastatina 40-80 mg ou rosuvastatina 20-40 mg). Por isso a alternativa C é a incorreta. A) Correta pela banca. O núcleo (alto risco, intensificar o controle) está certo; a PA de 138x84 mmHg ainda está acima da meta de menos de 130x80 recomendada para diabéticos, o que reforça a intensificação. B) Correta. Em idosos com doença longa, a meta de HbA1c pode ser individualizada e menos rígida, conforme risco de hipoglicemia e comorbidades. C) Incorreta, portanto é a resposta. A meta de LDL de menos de 130 mg/dL não se aplica ao alto risco, e manter sinvastatina 20 mg é inadequado. D) Correta. Mudança de estilo de vida e adesão fazem parte do cuidado longitudinal. E) Correta. Sem meta atingida com metformina, associa-se outro antidiabético, de preferência com benefício cardiorrenal (iSGLT2 ou agonista de GLP-1), ou insulina basal. Análise de contexto do gabarito: O LDL de 118 mg/dL, a albuminúria e a dose baixa de sinvastatina definem o erro da alternativa C, que tem o valor numérico mais claramente fora das diretrizes. Fontes: Sociedade Brasileira de Diabetes. Diretriz Oficial da SBD, 2024 | Sociedade Brasileira de Cardiologia. Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, 2025 | Sociedade Brasileira de Cardiologia/SBH/SBN. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2025 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 92)
Questão 14 · Santa Casa SP 2026
Durante o acompanhamento de crianças na Atenção Primária à Saúde (APS), o profissional deve integrar ações de promoção, prevenção e cuidado no contexto da puericultura e no manejo de agravos comuns, como diarreia e doenças respiratórias agudas (IRA). Sobre essas ações, analise as afirmativas abaixo: I. A puericultura é o momento ideal para monitorar o crescimento e o desenvolvimento infantil, revisar o calendário vacinal, avaliar o estado nutricional e orientar a família, fortalecendo o vínculo e a promoção da saúde. II. Em casos de diarreia aguda sem sinais de desidratação, a conduta prioritária é manter a alimentação habitual, garantir hidratação oral com Soro de Reidratação Oral (SRO) e orientar os sinais de alarme para retorno. III. Em doenças respiratórias agudas leves, como resfriados comuns, recomenda-se realizar painel viral para se decidir na introdução ou não de oseltamivir. IV. A pneumonia é uma das principais causas de mortalidade infantil e deve ser suspeitada na presença de taquipneia e esforço respiratório, sendo o diagnóstico baseado em critérios clínicos na APS. V. O acompanhamento do desenvolvimento infantil deve incluir observação do comportamento, da linguagem e da interação social, permitindo identificar precocemente atrasos ou sinais de risco para transtornos do neurodesenvolvimento. Está correto o que se afirma em
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Só a afirmativa III está errada. Resfriado comum é tratado com sintomáticos; não há indicação de painel viral para decidir o uso de oseltamivir. O antiviral é indicado por critério clínico na síndrome gripal com fator de risco (inclusive crianças menores de 5 anos) ou na síndrome respiratória aguda grave, sem esperar exame. As demais estão corretas: puericultura, plano A da diarreia, diagnóstico clínico de pneumonia pela taquipneia e vigilância do desenvolvimento. A) Correta. Reúne I, II, IV e V. B) Errada. Omite a afirmativa V, que está correta. C) Errada. Inclui a III e omite a I e a V. D) Errada. Inclui a III e omite a II e a IV. E) Errada. Inclui a III. Análise de contexto do gabarito: A afirmativa III fala em 'resfriado comum', quadro leve sem indicação de antiviral, e condiciona a conduta a um exame que a APS não precisa fazer. Fontes: Ministério da Saúde. Manual AIDPI Criança: 2 meses a 5 anos, 2017 | Ministério da Saúde. Guia de manejo e tratamento de influenza, 2023 | Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica nº 33: Saúde da criança: crescimento e desenvolvimento, 2012 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 93)
Questão 15 · Santa Casa SP 2026
Durante uma consulta de rotina, Seu José, 83 anos, portador de hipertensão e insuficiência cardíaca controlada, relata que o filho marcou exames particulares "para garantir que ele não tenha câncer", incluindo PSA, colonoscopia e tomografia de tórax. O médico da equipe analisa o caso e explica que, considerando a idade e as comorbidades do paciente, os riscos desses exames superam os possíveis benefícios, optando por não os solicitar e priorizar acompanhamento clínico, controle de doenças crônicas e qualidade de vida. Essa conduta representa:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Prevenção quaternária é a ação para identificar quem está em risco de intervenção médica excessiva e protegê-lo de novas intervenções inapropriadas e de danos iatrogênicos. Aos 83 anos, com insuficiência cardíaca, os rastreamentos de PSA, colonoscopia e tomografia de tórax não estão indicados e podem causar mais dano que benefício. Não pedir esses exames é prevenção quaternária. A) Errada. A prevenção primária evita o surgimento da doença (vacina, hábitos), não por meio de exames. B) Errada. Rastreamento seria prevenção secundária, justamente o que foi evitado. C) Errada. A prevenção terciária reduz sequelas e complicações de doença já instalada. D) Correta. Evitar intervenções desnecessárias e a iatrogenia define a prevenção quaternária. E) Errada. A conduta descrita não é ação de promoção da saúde. Análise de contexto do gabarito: A frase 'os riscos desses exames superam os possíveis benefícios' é a definição operacional de prevenção quaternária. Fontes: Norman AH, Tesser CD. Prevenção quaternária na atenção primária à saúde: uma necessidade do Sistema Único de Saúde. Cad Saúde Pública, 2009 | INCA. Detecção precoce do câncer, 2021 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 94)
Questão 16 · Santa Casa SP 2026
Em 2024, o governo federal junto ao Ministério da Saúde, lançou a Portaria 3.493 de 10 de abril de 2024 que alterou e instituiu nova metodologia de cofinanciamento federal do Piso de Atenção Primária à Saúde (APS) no âmbito do SUS. Assinale a alternativa correta sobre os componentes:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
A Portaria GM/MS nº 3.493/2024 substituiu o Previne Brasil. O cofinanciamento da APS passou a ter componente fixo (valor por equipe, de acordo com o estrato do Índice de Equidade e Dimensionamento, IED), componente de vínculo e acompanhamento territorial (cadastro, população acompanhada, vulnerabilidade, satisfação do usuário) e componente de qualidade. O modelo reafirma a ESF como modelo prioritário e passa a financiar também as equipes multiprofissionais (eMulti) e de Saúde Bucal. A) Errada. Os critérios citados (cadastro, acompanhamento, satisfação do usuário) são do componente de vínculo, não do fixo. B) Errada. O valor que depende do estrato do IED é o componente fixo, não o de vínculo. C) Errada. Os indicadores de qualidade das eSF incluem desenvolvimento infantil, gestante e puérpera, diabetes, hipertensão, pessoa idosa e prevenção do câncer; cuidados paliativos não estão na lista. D) Correta. Fortalece a ESF e inclui eMulti e eSB no financiamento. E) Errada. As visitas domiciliares dos ACS fazem parte das boas práticas avaliadas nos indicadores das eSF. Análise de contexto do gabarito: As alternativas A e B trocam os critérios entre os componentes fixo e de vínculo. A D é a única que descreve a diretriz geral da portaria sem inverter conceitos. Fontes: Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 3.493, de 10 de abril de 2024 | Ministério da Saúde. Notas metodológicas dos indicadores de qualidade da APS, 2024 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 95)
Questão 17 · Santa Casa SP 2026
Mulher, 69 anos, hipertensa e diabética vai em consulta de retorno em uma UBS com estratégia de saúde da família. Exames laboratoriais revelaram insuficiência renal crônica no estágio 3b. Por este motivo, é encaminhada ao serviço de nefrologia de referência para avaliação. De acordo com a Organização da Atenção à Saúde no Brasil representada pela Rede de Atenção à Saúde (RAS), entre as opções abaixo, a que melhor descreve o acompanhamento desta paciente é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: E
Na Rede de Atenção à Saúde, a APS é o centro de comunicação e a coordenadora do cuidado. A paciente com DRC estágio 3b encaminhada ao nefrologista continua vinculada à UBS. A UBS coordena o cuidado integral (hipertensão, diabetes, vacinas, outras demandas), e o especialista dá apoio por referência e contrarreferência. O encaminhamento compartilha o cuidado, não o transfere. A) Errada. Romper o vínculo com a APS fere a longitudinalidade e a coordenação. B) Errada. Separar ações preventivas na UBS e cuidado clínico no especialista fragmenta o cuidado. C) Errada. A coordenação do cuidado é atributo da APS, não do serviço secundário. D) Errada. Descreve um modelo de transferência do cuidado, e não de cuidado compartilhado. E) Correta. A APS coordena, com apoio da especialidade. Análise de contexto do gabarito: A pergunta se baseia na organização da RAS, em que a APS ocupa o centro e coordena o cuidado. Isso vale mesmo com o encaminhamento para a nefrologia. Fontes: Ministério da Saúde. Portaria nº 4.279, de 30 de dezembro de 2010: diretrizes para a organização da Rede de Atenção à Saúde | Mendes EV. As redes de atenção à saúde. OPAS, 2011 | Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436/2017 (PNAB) (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 96)
Questão 18 · Santa Casa SP 2026
A alternativa que melhor descreve a aplicação da medicina baseada em evidência (MBE) na APS é:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
A medicina baseada em evidência integra a melhor evidência disponível, a experiência clínica e os valores e preferências do paciente. Na APS, onde a prevalência de doenças graves é baixa, estimar a probabilidade pré-teste antes de pedir um exame é aplicação direta da MBE. Ela decide se o exame muda a conduta e evita falsos-positivos. A) Correta. A probabilidade pré-teste orienta a escolha e a interpretação dos exames. B) Errada. A MBE inclui a experiência clínica e as preferências da pessoa. C) Errada. Estudos ecológicos estão entre os níveis mais baixos de evidência para tratamento. D) Errada. A adaptação local de diretrizes não gera 'inconsistência do cuidado'; a afirmação também generaliza o efeito das diretrizes na morbimortalidade. E) Errada. A observação não sistemática é o nível mais baixo da hierarquia de evidências. Análise de contexto do gabarito: O enunciado pede a aplicação da MBE na APS, e só a alternativa A descreve uma ferramenta prática de raciocínio clínico baseado em evidência. Fontes: Sackett DL et al. Evidence based medicine: what it is and what it isn't. BMJ, 1996 | Gusso G, Lopes JMC, Dias LC (org.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade, 2ª ed., 2019 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 97)
Questão 19 · Santa Casa SP 2026
Durante a reunião de equipe, a enfermeira traz como pauta para discussão o alto número de internações por condições sensíveis à APS (ICSAP) relacionados ao pré-natal e ao parto. A equipe avalia o território e realiza diagnóstico situacional: O território é rural, de difícil acessibilidade, bastante vulnerável e com alta taxa de absenteísmo nas consultas. Baseando-se nessas informações, entre as estratégias abaixo, a melhor a ser adotada pela equipe levando em consideração planejamento local em saúde é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
O planejamento local em saúde começa pelo diagnóstico situacional. A equipe já sabe que o território é rural, de difícil acesso e vulnerável, e que há muitas faltas às consultas. Antes de propor soluções, precisa ir ao território entender as barreiras de acesso e o contexto das gestantes, e então elaborar intervenções adequadas, como busca ativa por ACS e visitas domiciliares. A) Errada. Orientar nas consultas não alcança as gestantes que faltam, que são o problema identificado. B) Correta. Aprofunda o diagnóstico no território e planeja ações a partir dele. C) Errada. A equipe é responsável pelo seu território; transferir o problema à gestão não cabe aqui. D) Errada. Encaminhar ao especialista não resolve a dificuldade de acesso, que é a causa provável. E) Errada. Contratar especialistas não atua sobre as barreiras de acesso e absenteísmo. Análise de contexto do gabarito: O enunciado descreve um problema de acesso (área rural, difícil acesso, absenteísmo), e não de qualificação técnica. A estratégia certa começa por entender essas barreiras no território. Fontes: Ministério da Saúde. Portaria nº 2.436/2017: Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) | Gusso G, Lopes JMC, Dias LC (org.). Tratado de Medicina de Família e Comunidade, 2ª ed., 2019 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 99)
Questão 20 · Santa Casa SP 2026
Homem, 43 anos, vem para atendimento de demanda espontânea no acolhimento da equipe de eSF com queixa de angústia, palpitações frequentes, tremores, tontura e medo de perder o controle no último mês. Isto tem causado prejuízo no trabalho e na vida social. Durante a consulta está tranquilo, nega ideação suicida ou pensamentos de morte. Entre as condutas abaixo, a melhor para este paciente no âmbito da APS é:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Angústia, palpitações, tremores, tontura e medo de perder o controle há um mês, com prejuízo funcional e sem risco de suicídio, sugerem transtorno de ansiedade (possível transtorno de pânico) de gravidade leve a moderada. Esse quadro é condição comum, e o cuidado deve ser feito na própria APS: seguimento multiprofissional, abordagens psicossociais e, se necessário, ISRS como primeira linha farmacológica. A) Errada. Não há risco iminente nem gravidade que justifique internação. B) Errada. O CAPS é para transtornos mentais graves e persistentes ou crise; este caso é da APS. C) Correta. Seguimento longitudinal na UBS, com ISRS se indicado. D) Errada. O médico da equipe tem competência para manejar o caso; não precisa transferir a decisão. E) Errada. Já há prejuízo funcional; dispensar acompanhamento nega cuidado necessário. Análise de contexto do gabarito: A ausência de ideação suicida, o paciente estável na consulta e a duração curta do quadro situam o caso na APS. O prejuízo funcional mostra que precisa de tratamento. Fontes: Ministério da Saúde. Cadernos de Atenção Básica nº 34: Saúde Mental, 2013 | NICE. Generalised anxiety disorder and panic disorder in adults: management (CG113), 2011, atualizado em 2020 (Questão oficial: Santa Casa SP 2026, nº 100)