Questões de Pediatria: IAMSPE 2026
Esta área reúne 13 questões oficiais. Os temas mais frequentes são Neonatologia (4), Crescimento e desenvolvimento (2), Imunização (2).
Perfil da prova em números
| Área | Questões |
|---|---|
| Pediatria | 13 |
- Neonatologia4
- Crescimento e desenvolvimento2
- Imunização2
- Respiratório e otorrino pediátrico2
- Aleitamento e nutrição1
- Emergência pediátrica1
- Hematologia e oncologia pediátrica1
Todas as questões da área
Questão 1 · IAMSPE 2026
Menino de 3 anos, febre baixa, tosse e taquipneia leve, sem sinais de gravidade, com boa aceitação de líquidos e sem alergias medicamentosas; ausculta com estertores localizados e FR dentro do ponto de corte para idade. Definir o esquema antibiótico de primeira linha ambulatorial
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Pré-escolar com febre baixa, tosse, taquipneia leve, estertores localizados, sem sinais de gravidade e com boa aceitação oral tem pneumonia comunitária não grave, tratada em casa. O principal agente é o Streptococcus pneumoniae, e a primeira linha é amoxicilina oral, 50 mg/kg/dia (em regiões com resistência alta, até 90 mg/kg/dia), por 5 a 7 dias. A) Correta. Amoxicilina 50 mg/kg/dia, de 8/8 h ou 12/12 h, é o esquema ambulatorial de primeira linha. B) Errada. Ceftriaxona fica para casos graves, internados ou com intolerância à via oral. C) Errada. Amoxicilina-clavulanato é reservada para falha terapêutica ou situações específicas. D) Errada. Macrolídeo isolado não cobre adequadamente o pneumococo; é usado na suspeita de atípicos, mais comum em escolares. E) Errada. Pneumonia com estertores localizados e febre em criança tem indicação de antibiótico. Análise de contexto do gabarito: a idade de 3 anos, a ausência de sinais de gravidade e a boa aceitação de líquidos definem tratamento ambulatorial com amoxicilina. Fontes: Bradley JS et al. The Management of Community-Acquired Pneumonia in Infants and Children Older Than 3 Months of Age. PIDS/IDSA. Clin Infect Dis, 2011 | Organização Mundial da Saúde. Revised WHO classification and treatment of pneumonia in children at health facilities, 2014 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 69)
Questão 2 · IAMSPE 2026
Um adolescente de 12 anos procura a unidade de saúde para atualização da carteira de vacinação. A equipe de enfermagem identifica que o paciente não recebeu nenhuma desde os 9 anos de idade e o encaminha ao pediatra. Considerando as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação para adolescentes, determine qual vacina está indicada especificamente para a faixa etária de 11 a 14 anos como dose única:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: E
No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina meningocócica ACWY conjugada é aplicada em dose única para adolescentes de 11 a 14 anos, faixa que concentra a colonização por Neisseria meningitidis e a transmissão. Nessa mesma faixa, o adolescente sem vacinação desde os 9 anos também deve receber HPV (dose única de 9 a 14 anos desde 2024), dT conforme situação vacinal e atualização de hepatite B, febre amarela e tríplice viral, se pendentes. A) Errada. Tríplice viral tem 2 doses até 29 anos, para quem não completou o esquema; não é específica de 11 a 14 anos. B) Errada. Pentavalente é vacina do lactente (2, 4 e 6 meses). C) Errada. Não há reforço universal de febre amarela na adolescência. D) Errada. Hepatite A é dose única aos 15 meses no calendário da criança. E) Correta. Meningocócica ACWY é a dose única específica da faixa de 11 a 14 anos. Análise de contexto do gabarito: o enunciado pede a vacina indicada especificamente para 11 a 14 anos em dose única, entre as opções listadas. Só a meningocócica ACWY cumpre os dois critérios. Fontes: Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação: adolescente, 2025 | Sociedade Brasileira de Imunizações. Nota técnica: substituição da vacina meningocócica C pela ACWY no PNI, 2025 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 75)
Questão 3 · IAMSPE 2026
Lactente de 2 dias de vida, nascido a termo por cesariana eletiva, apresenta taquipneia de 80 irpm, batimento de aletas nasais e necessidade de oxigênio suplementar com FiO2 de 40%. Radiografia de tórax mostra volume pulmonar aumentado, estrias peri-hilares e líquido nas fissuras. Identifique a fisiopatologia responsável pelo quadro apresentado
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Recém-nascido a termo, nascido por cesariana eletiva sem trabalho de parto, com taquipneia precoce, hiperinsuflação, estrias peri-hilares e líquido nas cisuras na radiografia: quadro típico de taquipneia transitória do recém-nascido. A causa é o retardo na reabsorção do líquido pulmonar fetal, que na ausência de trabalho de parto não é mobilizado pelos canais de sódio e pelos linfáticos. A) Errada. Deficiência de surfactante é do pré-termo e mostra volume pulmonar reduzido com vidro fosco. B) Correta. Retardo na absorção do líquido pulmonar fetal. C) Errada. Não há mecônio descrito; aspiração mostra infiltrado grosseiro e áreas de aprisionamento. D) Errada. Não há fatores de risco infecciosos descritos. E) Errada. Hipertensão pulmonar persistente cursa com hipoxemia grave e diferença pré/pós-ductal, não com esse padrão radiológico. Análise de contexto do gabarito: termo, cesariana eletiva e o padrão radiológico são os dados que definem o diagnóstico. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 | Ministério da Saúde. Atenção à saúde do recém-nascido: guia para os profissionais de saúde, vol. 3, 2014 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 61)
Questão 4 · IAMSPE 2026
Recém-nascido prematuro de 30 semanas apresenta episódios recorrentes de cessação do fluxo respiratório por mais de 20 segundos, acompanhados de bradicardia e cianose. Durante a investigação, foram descartadas infecção, distúrbios metabólicos e patologias do sistema nervoso central. Estabeleça o tratamento farmacológico de primeira escolha e seu mecanismo de ação
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Pausas respiratórias acima de 20 segundos, com bradicardia e cianose, em pré-termo de 30 semanas, após exclusão de infecção, distúrbios metabólicos e doença do sistema nervoso central, definem apneia da prematuridade. O tratamento farmacológico de escolha é o citrato de cafeína, metilxantina antagonista da adenosina, que aumenta a sensibilidade dos centros respiratórios ao CO2 e a contratilidade diafragmática. A) Correta. Cafeína é a primeira escolha, com o mecanismo descrito. B) Errada. Doxapram não é primeira linha e tem efeitos adversos relevantes. C) Errada. Corticoide não trata apneia da prematuridade. D) Errada. Surfactante trata a doença da membrana hialina. E) Errada. Furosemida não trata apneia. Análise de contexto do gabarito: a idade gestacional e a exclusão de causas secundárias permitem o diagnóstico de apneia da prematuridade. Fontes: AAP. Apnea of prematurity, Clinical Report, Pediatrics, 2016 | Schmidt B et al. Caffeine therapy for apnea of prematurity (CAP), N Engl J Med, 2006 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 63)
Questão 5 · IAMSPE 2026
Recém-nascido a termo com 12 horas de vida apresenta cianose refratária e desconforto respiratório progressivo. História de sofrimento fetal durante o trabalho de parto. Gasometria arterial pré-ductal mostra saturação de 75% e pós-ductal de 68%. Ecocardiograma revela pressões na artéria pulmonar superiores às pressões sistêmicas com shunt direito-esquerdo pelo canal arterial. Determine a estratégia terapêutica vasodilatadora específica recomendada:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Recém-nascido a termo com sofrimento fetal, cianose refratária, diferença de saturação pré e pós-ductal e pressão pulmonar suprassistêmica com shunt direita-esquerda pelo canal arterial: hipertensão pulmonar persistente do recém-nascido. O vasodilatador específico de escolha é o óxido nítrico inalatório, geralmente iniciado a 20 ppm e reduzido gradualmente. Por ser inalado, age nas áreas ventiladas e não causa hipotensão sistêmica. A) Errada. Sildenafil é alternativa ou adjuvante, sobretudo onde não há óxido nítrico. B) Errada. Tolazolina é vasodilatador não seletivo e está em desuso pela hipotensão. C) Errada. Prostaciclina inalatória não é primeira linha. D) Correta. Óxido nítrico inalatório é o tratamento de escolha. E) Errada. Bosentana não é tratamento inicial da forma aguda neonatal. Análise de contexto do gabarito: a diferença pré/pós-ductal e o ecocardiograma definem a hipertensão pulmonar e justificam o vasodilatador seletivo. Fontes: AHA/ATS. Pediatric Pulmonary Hypertension Guidelines, 2015 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 64)
Questão 6 · IAMSPE 2026
RN a termo, 48 h de vida, em aleitamento materno exclusivo, bom estado geral, sem colúria ou acolia. Exame físico com icterícia até tronco. Bilirrubina total 11,8 mg/dL, direta 0,4 mg/dL. Indique o mecanismo fisiopatológico predominante para o quadro descrito
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Recém-nascido a termo com 48 horas, em aleitamento exclusivo, bom estado geral, icterícia até o tronco e hiperbilirrubinemia indireta (BT 11,8; BD 0,4) sem colúria ou acolia: quadro compatível com icterícia fisiológica associada ao aleitamento. Entre os mecanismos, o aumento da circulação êntero-hepática se destaca nesse contexto: a beta-glicuronidase intestinal desconjuga a bilirrubina, que é reabsorvida, favorecida pela baixa ingestão nos primeiros dias. A) Errada. Hemólise hereditária costuma causar icterícia precoce e anemia. B) Errada. Deficiência severa de UGT1A1 (Crigler-Najjar) causa níveis muito mais altos e persistentes. C) Correta. Aumento da circulação êntero-hepática. D) Errada. Colestase cursa com bilirrubina direta elevada, colúria e acolia. E) Errada. Hipotireoidismo congênito causa icterícia prolongada, não o quadro descrito. Análise de contexto do gabarito: o aleitamento exclusivo, a icterícia após 24 horas e a bilirrubina direta normal direcionam ao mecanismo êntero-hepático. Fontes: AAP. Clinical Practice Guideline Revision: Management of Hyperbilirubinemia in the Newborn Infant 35 or More Weeks of Gestation, 2022 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Icterícia no recém-nascido com idade gestacional ≥ 35 semanas, 2021 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 65)
Questão 7 · IAMSPE 2026
Menino de 10 meses, previamente hígido e com vacinação incerta, apresenta crise tônico-clônica generalizada de curta duração associada a febre alta no primeiro dia de doença respiratória. Chega ao PS em bom estado geral, sem sinais meníngeos, exame neurológico sem déficits. Definir a conduta diagnóstica, neuroimagem e EEG, considerando idade, características da crise e status vacinal
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Lactente de 10 meses com crise tônico-clônica generalizada breve, febre e bom estado após a crise: convulsão febril simples. Punção lombar é uma opção entre 6 e 12 meses quando a vacinação contra Hib e pneumococo está incompleta ou desconhecida, pela possibilidade de meningite com poucos sinais. Neuroimagem e EEG não são rotina na crise febril simples. A) Errada. Neuroimagem não é rotina na convulsão febril simples. B) Errada. Punção lombar não é indicada em todos os casos. C) Errada. EEG não é indicado no primeiro episódio de crise febril simples. D) Correta. Considera punção pela idade e vacinação incerta e restringe imagem e EEG a situações específicas. E) Errada. Adiar toda a investigação ignora o risco de meningite neste contexto. Análise de contexto do gabarito: idade de 10 meses e vacinação incerta são os dados que tornam a punção lombar uma opção. Fontes: AAP. Febrile Seizures: Guideline for the Neurodiagnostic Evaluation of the Child With a Simple Febrile Seizure, Pediatrics, 2011 | Sociedade Brasileira de Pediatria. Tratado de Pediatria, 5ª ed., 2022 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 66)
Questão 8 · IAMSPE 2026
Lactente de 3 meses, no 4º dia de sintomas respiratórios altos, evolui com taquipneia, tiragens subcostais e sibilância difusa; saturação em ar ambiente 90%. Sem comorbidades conhecidas. Indique a conduta imediata mais apropriada na admissão
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Lactente de 3 meses com pródromo viral, taquipneia, tiragem subcostal e sibilância difusa no primeiro episódio: quadro clássico de bronquiolite viral aguda. A SpO2 de 90% em ar ambiente é hipoxemia (limiar de oxigenoterapia: SpO2 persistentemente < 90% pela AAP e < 92% pelo NICE), e a idade de 3 meses com desconforto respiratório reforça a indicação de internação. O tratamento é de suporte: oxigênio, hidratação e desobstrução nasal. A) Errada. Radiografia não é rotina na bronquiolite típica, e alta com hipoxemia não é segura. B) Errada. Broncodilatador não é recomendado de rotina, e a alta está contraindicada. C) Errada. PCR viral não muda a conduta imediata; observação domiciliar com SpO2 de 90% é inadequada. D) Correta. Hipoxemia e desconforto em lactente jovem indicam oxigenoterapia e internação. E) Errada. Etiologia viral; antibiótico só com suspeita fundamentada de infecção bacteriana. Análise de contexto do gabarito: os dados que definem a conduta são a SpO2 de 90%, a idade de 3 meses e os sinais de esforço respiratório; o diagnóstico é clínico e dispensa exames para decidir. Fontes: Ralston SL et al. AAP Clinical Practice Guideline: The Diagnosis, Management, and Prevention of Bronchiolitis. Pediatrics, 2014 | NICE NG9. Bronchiolitis in children: diagnosis and management, 2015 (atualizada 2021) (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 67)
Questão 9 · IAMSPE 2026
Menina de 2 anos e 2 meses vem sendo acompanhada desde o primeiro ano de vida com medidas deitadas. Na consulta atual, a equipe decide iniciar a aferição em pé e calcular a velocidade no período. Qual é a conduta técnica correta para evitar erro sistemático na curva e na velocidade anual?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Até 2 anos mede-se o comprimento deitado; a partir daí, a estatura em pé. A medida em pé é em média 0,7 cm menor que a deitada (compressão da coluna e dos discos pela gravidade), e as curvas da OMS já incorporam essa diferença. Na transição, aferem-se as duas posições, registra-se o ajuste de 0,7 cm e a velocidade de crescimento é calculada sempre com medidas obtidas pelo mesmo método. Comparar diretamente deitado com em pé cria falsa desaceleração. A) Errada. Comparar em pé com deitado subestima a velocidade de crescimento. B) Errada. O ajuste é de cerca de 0,7 cm, não 1,0 cm, e não substitui a técnica de medir nas duas posições. C) Correta. Dupla aferição, ajuste de 0,7 cm e mesmo método nas medidas consecutivas. D) Errada. IMC não estima velocidade de crescimento linear. E) Errada. O critério de repetição não é esse; a diferença esperada entre posições já é conhecida. Análise de contexto do gabarito: o enunciado define a idade de transição (2 anos e 2 meses), a troca de posição e o objetivo de calcular velocidade, apontando para padronização de método e ajuste. Fontes: WHO Multicentre Growth Reference Study Group. WHO Child Growth Standards: length/height-for-age, 2006 | Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Nutrologia. Avaliação nutricional da criança e do adolescente: Manual de Orientação, 2ª ed., 2021 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 77)
Questão 10 · IAMSPE 2026
Menino de 7 anos, previamente no P50 de altura, apresenta queda progressiva para P10 em 18 meses, sem doença crônica aparente. Pais medem 176 cm (pai) e 165 cm (mãe). Estabelecer a interpretação correta do achado e a conduta inicial recomendada na atenção primária
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Queda do P50 para o P10 em 18 meses é cruzamento descendente de canais: indica velocidade de crescimento reduzida, sinal de alerta mais precoce que a baixa estatura propriamente dita. A altura-alvo deste menino é (176 + 165 + 13) / 2 = 177 cm, compatível com canal próximo ao P50, o que torna a queda ainda menos compatível com padrão familiar. A conduta é registrar as medidas em curva adequada, calcular a velocidade e investigar antes que a estatura saia da faixa normal. A) Errada. Estar dentro de P2,5–P97,5 não tranquiliza quando há queda de percentil. B) Errada. A investigação é guiada pela curva e pela velocidade, não por painel hormonal amplo. C) Errada. Ainda não é baixa estatura, e a altura-alvo é parte obrigatória da análise. D) Correta. Curva, velocidade de crescimento, canal familiar e investigação da queda. E) Errada. Um ponto isolado não permite avaliar velocidade. Análise de contexto do gabarito: os dados decisivos são a queda de dois canais em 18 meses, a ausência de doença crônica aparente e a estatura dos pais, que permite calcular a altura-alvo. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamento de Nutrologia. Avaliação nutricional da criança e do adolescente: Manual de Orientação, 2ª ed., 2021 | WHO Child Growth Standards, 2006 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 78)
Questão 11 · IAMSPE 2026
Um recém-nascido prematuro com peso de 950 gramas ao nascer encontra-se em acompanhamento ambulatorial. A mãe questiona sobre a necessidade de suplementação de ferro para prevenção de anemia ferropriva. Considerando as recomendações do Consenso sobre Anemia Ferropriva da Sociedade Brasileira de Pediatria, determine a dose profilática de ferro elementar indicada para esse paciente.
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
O consenso da SBP escalona a profilaxia de ferro do prematuro pelo peso ao nascer, sempre iniciando aos 30 dias de vida, por 1 ano, seguida de 1 mg/kg/dia por mais 1 ano: 1.500 a 2.500 g, 2 mg/kg/dia; 1.000 a 1.500 g, 3 mg/kg/dia; menos de 1.000 g, 4 mg/kg/dia. Com 950 g, a dose é 4 mg/kg/dia. A) Errada. Esquema de 1 mg/kg/dia é o do lactente a termo, e o início aos 6 meses é tardio para prematuro. B) Errada. 2 mg/kg/dia é para peso de nascimento entre 1.500 e 2.500 g. C) Errada. 3 mg/kg/dia é para peso entre 1.000 e 1.500 g. D) Correta. Menos de 1.000 g: 4 mg/kg/dia a partir de 30 dias, por 1 ano, depois 1 mg/kg/dia por mais 1 ano. E) Errada. Transfusão prévia não está entre os critérios do consenso para dispensar a profilaxia. Análise de contexto do gabarito: o dado que define a dose é o peso ao nascer de 950 g, abaixo do corte de 1.000 g, e o enunciado pede explicitamente a recomendação da SBP. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamentos de Nutrologia e Hematologia-Hemoterapia. Consenso sobre anemia ferropriva: mitos e verdades, 2018 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 79)
Questão 12 · IAMSPE 2026
Uma lactente de 18 meses em tratamento para anemia ferropriva recebe suplementação de ferro oral há 35 dias na dose de 4 mg/kg/dia. A mãe retorna à consulta para reavaliação laboratorial conforme orientação médica. Identifique o parâmetro que deve demonstrar resposta terapêutica adequada ao tratamento instituído:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Na ferroterapia oral bem conduzida, os reticulócitos sobem em 5 a 10 dias e a hemoglobina aumenta pelo menos 1 g/dL em cerca de 30 dias. Esse é o parâmetro de resposta adequada. A ferritina é o último marcador a normalizar, porque reflete a reposição dos estoques; por isso o tratamento continua por alguns meses após a correção da hemoglobina. A) Errada. Queda da hemoglobina indica falha terapêutica ou perda contínua. B) Correta. Aumento de Hb ≥ 1 g/dL com reticulocitose demonstra resposta eritropoiética. C) Errada. Ferritina normaliza por último, e Hb inalterada após 30 dias é falha. D) Errada. Queda de reticulócitos sem subida de Hb indica ausência de resposta. E) Errada. Saturação da transferrina deve subir, e hemograma inalterado não é resposta. Análise de contexto do gabarito: o enunciado informa dose adequada (4 mg/kg/dia) e tempo de 35 dias, intervalo em que se espera ganho de Hb e reticulocitose. Fontes: Sociedade Brasileira de Pediatria, Departamentos de Nutrologia e Hematologia-Hemoterapia. Consenso sobre anemia ferropriva: mitos e verdades, 2018 | Ministério da Saúde. Programa Nacional de Suplementação de Ferro: manual de condutas gerais, 2013 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 80)
Questão 13 · IAMSPE 2026
O Programa Nacional de Imunizações (PNI), criado em 1973, representa uma das políticas públicas de saúde mais bem-sucedidas no controle de diversas doenças imunopreveníveis. O Ministério da Saúde define os imunobiológicos que devem ser administrados em cada faixa etária, garantindo proteção adequada desde os primeiros dias de vida. A vacinação precoce é fundamental para proteger o recém-nascido dada a imaturidade do sistema imunológico nessa fase. De acordo com o calendário vacinal do PNI vigente, as vacinas que a criança deverá receber no primeiro mês de vida (ao nascer) são:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Ao nascer, o calendário do PNI prevê duas vacinas: BCG (proteção contra formas graves de tuberculose) e a dose de hepatite B, idealmente nas primeiras 12 a 24 horas de vida, para bloquear a transmissão vertical. As demais vacinas do primeiro ano começam aos 2 meses. A) Correta. BCG e hepatite B são as vacinas do nascimento. B) Errada. VIP começa aos 2 meses. C) Errada. Rotavírus começa aos 2 meses, com limite etário para a 1ª dose. D) Errada. Tríplice viral é aos 12 meses e hepatite A aos 15 meses. E) Errada. Pneumocócica 10-valente começa aos 2 meses. Análise de contexto do gabarito: o enunciado restringe ao período "ao nascer", o que limita a resposta às vacinas aplicadas na maternidade. Fontes: Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação da Criança, 2025 | Sociedade Brasileira de Imunizações. Calendário de vacinação SBIm criança 2025/2026 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 89)