Questões IAMSPE 2026 comentadas: 88 questões oficiais da prova
A prova IAMSPE 2026 tem 88 questões oficiais disponíveis: 29 de Clínica médica, 19 de Cirurgia, 16 de Ginecologia e obstetrícia, 13 de Pediatria, 11 de Preventiva. O tema mais frequente foi Cardiologia, com 15 questões.
Perfil da prova em números
| Área | Questões |
|---|---|
| Clínica médica | 29 |
| Cirurgia | 19 |
| Ginecologia e obstetrícia | 16 |
| Pediatria | 13 |
| Preventiva | 11 |
- Cardiologia15
- Epidemiologia e indicadores5
- Esôfago, estômago e bariátrica5
- Psiquiatria5
- Cólon e proctologia4
- Neonatologia4
- Intercorrências obstétricas3
- Pneumologia3
- Crescimento e desenvolvimento2
- Gastroenterologia e hepatologia2
Questões oficiais comentadas
Questão 1 · IAMSPE 2026
Um paciente é diagnosticado com pancreatite aguda e evolui com piora do quadro clínico. Identifique o marcador laboratorial cuja elevação está mais consistentemente associada a um prognóstico grave e a maior risco de complicações nesta condição
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Na pancreatite aguda, amilase e lipase servem ao diagnóstico, mas seus níveis não se correlacionam com gravidade. Entre os marcadores laboratoriais isolados, a proteína C-reativa é o mais validado para prognóstico: valores acima de 150 mg/L após 48 a 72 horas do início associam-se a necrose pancreática e complicações. A gravidade é definida pela classificação de Atlanta revisada (falência orgânica persistente > 48 h). A) Errada. Amilase é marcador diagnóstico; o nível não prediz gravidade. B) Errada. Lipase é mais sensível e específica para o diagnóstico, mas também não estratifica gravidade. C) Correta. PCR > 150 mg/L em 48-72 h favorece pancreatite grave e necrose. D) Errada. A DHL compõe escores (Ranson), mas não é o marcador isolado mais consistente. E) Errada. A GGT pode sugerir etiologia biliar ou alcoólica, sem valor prognóstico. Análise de contexto do gabarito: o enunciado pede o marcador cuja elevação se associa a prognóstico grave e complicações, e não o de diagnóstico. Isso direciona para a PCR, único marcador inflamatório isolado com ponto de corte prognóstico validado. Fontes: Banks PA et al. Classification of acute pancreatitis 2012: revision of the Atlanta classification. Gut, 2013 | Tenner S et al. American College of Gastroenterology Guidelines: Management of Acute Pancreatitis. Am J Gastroenterol, 2024 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 7)
Questão 2 · IAMSPE 2026
Um adulto de meia-idade, previamente hígido, inicia quadro abrupto de febre, calafrios, tosse e dispneia, evoluindo com dor torácica e opacidade radiográfica focal. Estabeleça a conduta diagnóstica inicial mais adequada.
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Febre e calafrios de início abrupto, tosse, dispneia, dor torácica e opacidade focal em adulto previamente hígido configuram pneumonia adquirida na comunidade. A avaliação inicial combina quadro clínico e confirmação radiográfica, seguida de estratificação de gravidade (CURB-65 ou CRB-65) para definir local de tratamento e antibioticoterapia empírica precoce. A) Errada. Tuberculose costuma ter evolução subaguda ou crônica; o quadro abrupto favorece PAC bacteriana. B) Correta. O diagnóstico de PAC se apoia em clínica compatível e imagem com opacidade nova. C) Errada. Febre, calafrios e opacidade focal não são explicados por broncoespasmo. D) Errada. Hemorragia alveolar difusa cursa com opacidades difusas e hemoptise; LBA não é teste inicial. E) Errada. Pneumonia hospitalar exige início ≥ 48 h após internação; o paciente vem da comunidade. Análise de contexto do gabarito: os dados que definem a resposta são o início abrupto, o paciente previamente hígido, a origem comunitária e a opacidade focal. Não há fator de risco para germes multirresistentes nem dados de cronicidade. Fontes: Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia. Recomendações para o manejo da pneumonia adquirida na comunidade 2018. J Bras Pneumol, 2018 | Metlay JP et al. Diagnosis and Treatment of Adults with Community-acquired Pneumonia. ATS/IDSA. Am J Respir Crit Care Med, 2019 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 8)
Questão 3 · IAMSPE 2026
Uma paciente gestante, com 32 semanas, é admitida na sala de emergência com diagnóstico de pré-eclampsia grave, apresentando cefaleia, escotomas visuais e níveis pressóricos elevados. A equipe médica decide iniciar a infusão de sulfato de magnésio 10% para neuroproteção e prevenção de eclampsia. Determine o parâmetro de monitoramento e a via de administração adequados durante a terapia:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
O sulfato de magnésio é a droga de escolha para prevenção e tratamento da eclâmpsia na pré-eclâmpsia com sinais de gravidade. Como a excreção é renal, a vigilância de toxicidade inclui reflexos tendinosos profundos (patelar), frequência respiratória, diurese e função renal, além dos sinais vitais. A dose de ataque EV (4 a 6 g) é infundida lentamente, em 15 a 20 minutos, e o gluconato de cálcio deve estar disponível como antídoto. A) Errada. Infusão rápida aumenta o risco de depressão respiratória e arritmia; o ataque é lento. B) Correta. Sinais vitais, reflexos, diurese e função renal são o núcleo da monitorização; ECG é útil se houver suspeita de toxicidade. C) Errada. A via IM (esquema de Pritchard) é alternativa quando não há acesso EV ou bomba de infusão. D) Errada. Pode ocorrer hipocalcemia; hipercalcemia não é efeito adverso típico. E) Errada. Não existe essa restrição pediátrica para a solução a 10%. Análise de contexto do gabarito: o enunciado informa acesso venoso e uso de solução a 10% em gestante com cefaleia e escotomas. A pergunta foca monitorização e via, e só a alternativa B descreve parâmetros de segurança corretos. Fontes: Ministério da Saúde. Manual de Gestação de Alto Risco, 2022 | ACOG Practice Bulletin nº 222: Gestational Hypertension and Preeclampsia, 2020 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 20)
Questão 4 · IAMSPE 2026
Chega no seu plantão em Unidade de Pronto Atendimento em São Paulo um adolescente de 16 anos com ferimento cortocontuso de 2 cm em face por mordedura de sagui doméstico pertencente à família. A respeito da sua conduta, aponte a alternativa mais adequada:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
O sagui é primata não humano, considerado animal silvestre para fins de profilaxia da raiva, mesmo quando criado em domicílio. Por isso não se aplica a observação de 10 dias usada para cães e gatos. Mordedura em face é exposição grave, independentemente do tamanho, o que indica soro (ou imunoglobulina) antirrábico e vacina antirrábica. A) Errada. Limpeza com água e sabão e desbridamento são indicados, mas cultura do ferimento não faz parte da rotina. B) Errada. A gravidade na raiva depende do local (face, cabeça, mãos, pés, mucosas), não apenas do tamanho. C) Errada. A profilaxia antitetânica depende da situação vacinal e do tipo de ferida, não do estado do animal. D) Correta. Primata não humano não é animal observável; exposição grave indica sorovacinação. E) Errada. Em exposição à raiva, a sutura é evitada; se necessária, é feita por aproximação, após infiltração do soro. Análise de contexto do gabarito: os dados decisivos são a espécie (sagui) e o local (face). A informação de que o animal é doméstico e da família não muda a classificação de silvestre. Fontes: Ministério da Saúde. Nota Técnica nº 8/2022-CGZV/DEIDT/SVS/MS: atualização do protocolo de profilaxia da raiva humana, 2022 | Ministério da Saúde. Guia de Vigilância em Saúde, 6ª ed., 2023 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 21)
Questão 5 · IAMSPE 2026
Mulher de 57 anos com fraqueza e mal-estar há 1 dia, sem náusea ou vômito, procura atendimento após episódio de evacuação enegrecida de odor intenso. Pressão arterial 100 x 70 mmHg, pulso 106 bpm, consciente e orientada. Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Evacuação enegrecida de odor intenso (melena) com taquicardia e PA limítrofe indica hemorragia digestiva alta com repercussão hemodinâmica. Entre as afirmativas, a única correta é a de que antibióticos (ceftriaxona ou quinolona) em cirróticos com sangramento varicoso reduzem infecção, ressangramento e mortalidade. A) Errada. Coágulos vermelhos ao toque retal sugerem sangramento baixo ou alto volumoso; melena é o achado típico de HDA. B) Errada. Acessos calibrosos são indicados, mas sonda nasogástrica de rotina não é recomendada para diagnóstico. C) Errada. IBP é superior ao bloqueador H2 na HDA péptica. D) Correta. A antibioticoprofilaxia é parte do tratamento padrão do sangramento varicoso. E) Errada. Sem sangramento ativo, angiografia não está indicada; preparo intestinal se aplica à colonoscopia. Análise de contexto do gabarito: o enunciado não informa cirrose nem achado endoscópico. A alternativa D é uma afirmação geral sobre HDA varicosa, válida independentemente da etiologia deste caso. Fontes: de Franchis R et al. Baveno VII: Renewing consensus in portal hypertension. J Hepatol, 2022 | Laine L et al. ACG Clinical Guideline: Upper Gastrointestinal and Ulcer Bleeding. Am J Gastroenterol, 2021 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 25)
Questão 6 · IAMSPE 2026
Homem de 62 anos se apresenta no pronto socorro com dor mesogástrica e distensão abdominal, náusea com vômitos incoercíveis há 1 dia. Fumante de alta carga tabágica, tem antecedente de hipertensão arterial, pré-diabetes e dislipidemia. Nega procedimentos cirúrgicos abdominais. À entrada, apresenta Pressão Arterial 120 x 80 mmHg, pulso 92 bpm, glicemia capilar 123 mg/dL. À avaliação e conduta de entrada, assinale a melhor alternativa neste momento:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: E
Dor mesogástrica, distensão e vômitos incoercíveis há 1 dia sugerem obstrução intestinal. A conduta inicial é ressuscitação com cristaloide balanceado, correção de eletrólitos e descompressão gástrica por sonda nasogástrica, que alivia vômitos, reduz risco de broncoaspiração e permite medir o débito como indicador de resposta. A investigação de imagem de escolha é a tomografia de abdome. A) Errada. A hérnia de Petersen é interna, ocorre após bypass em Y de Roux e não é avaliada pelo exame da parede. B) Errada. O quadro não sugere pancreatite como hipótese principal; amilase com TC não é a prioridade de entrada. C) Errada. Hérnia encarcerada irredutível com obstrução é indicação de cirurgia; USG não deve atrasar a conduta. D) Errada. A USG tem acurácia limitada pela distensão gasosa; a TC é o exame de escolha. E) Correta. Ressuscitação volêmica e descompressão por SNG são a base do manejo inicial. Análise de contexto do gabarito: o paciente nega cirurgias prévias, está estável e tem vômitos incoercíveis. Esses dados tornam improvável a hérnia de Petersen e priorizam estabilização e descompressão. Fontes: Ten Broek RPG et al. Bologna guidelines for diagnosis and management of adhesive small bowel obstruction: 2017 update. World J Emerg Surg, 2018 | Townsend CM et al. Sabiston Textbook of Surgery, 21ª ed., 2022 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 26)
Questão 7 · IAMSPE 2026
Paciente com queixa de corrimento vaginal de odor fétido, que piora durante a menstruação. Ao exame observado corrimento abundante, branco acinzentado e com pequenas bolhas. Após adição de KOH a 10% sobre uma gota do conteúdo vaginal notou-se odor semelhante a peixe cru. Qual o provável agente etiológico?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Corrimento abundante branco-acinzentado, com odor de peixe que piora na menstruação e teste das aminas positivo com KOH a 10%, define vaginose bacteriana, cujo agente mais associado é a Gardnerella vaginalis. O sangue menstrual e o sêmen, alcalinos, liberam as aminas voláteis. O diagnóstico usa os critérios de Amsel (3 de 4: corrimento homogêneo, pH > 4,5, teste das aminas positivo, clue cells) ou o escore de Nugent. A) Errada. Tricomoníase também pode ter bolhas e odor, mas o corrimento tende a ser amarelo-esverdeado, com colpite. B) Errada. Candidíase causa corrimento branco grumoso, prurido e pH < 4,5, sem odor. C) Correta. Corrimento branco-acinzentado com teste das aminas positivo é típico da vaginose bacteriana. D) Errada. E. coli não é agente de vulvovaginite com esse padrão. E) Errada. HPV causa verrugas e lesões precursoras, não corrimento. Análise de contexto do gabarito: a cor branco-acinzentada e o teste das aminas positivo definem a resposta. As bolhas, isoladamente, aparecem tanto na vaginose quanto na tricomoníase, por isso a cor do corrimento é o dado que diferencia. Fontes: Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST, 2022 | Workowski KA et al. CDC Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines, 2021 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 44)
Questão 8 · IAMSPE 2026
Paciente de 25 anos, previamente sem queixas ginecológicas, procura o PS de Ginecologia com quadro de dor em baixo-ventre de forte intensidade associada à febre nos últimos 3 dias. Vida sexual ativa, sem método contraceptivo no momento. Na admissão apresentava-se normotensa, temperatura axilar de 38,5 °C, frequência cardíaca de 100 bpm. No exame físico tinha descompressão brusca abdominal dolorosa, dor à mobilização de colo uterino ao toque bimanual e à palpação de fundo de saco de Douglas, além de cervicite mucopurulenta no exame especular. Presença de leucocitose com desvio à esquerda e aumento de 5 vezes o valor de referência laboratorial para PCR. USG transvaginal mostrava imagens anexiais bilaterais, 7 cm à direita e 9 cm à esquerda, com conteúdo heterogêneo e debris no seu interior, sem fluxo vascular ao doppler, com moderada quantidade de líquido livre na cavidade pélvica. Qual a principal hipótese diagnóstica e a melhor conduta nesse caso?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Dor pélvica, febre, cervicite mucopurulenta e dor à mobilização do colo definem doença inflamatória pélvica. Massas anexiais bilaterais volumosas (7 e 9 cm), heterogêneas, com debris e sem fluxo, mais sinais de irritação peritoneal, líquido livre e marcadores inflamatórios elevados, indicam abscesso tubo-ovariano com peritonite. O tratamento exige internação, antibiótico parenteral de amplo espectro e abordagem cirúrgica (preferencialmente videolaparoscópica) para drenagem. A) Correta. É a hipótese e a conduta compatíveis com abscesso tubo-ovariano complicado. B) Errada. Febre, cervicite e leucocitose com sinais peritoneais favorecem processo infeccioso, não neoplasia. C) Errada. Abscesso tubo-ovariano e peritonite são critérios de internação; tratamento domiciliar está contraindicado. D) Errada. Endometriose não explica febre, cervicite e leucocitose com desvio. E) Errada. Torção costuma ser unilateral e não cursa com cervicite mucopurulenta. Análise de contexto do gabarito: os dados que definem a resposta são febre, cervicite, massas bilaterais com debris e sinais peritoneais. Na classificação de Monif, abscesso íntegro corresponde ao estágio III e abscesso roto ao IV; nos dois casos a conduta é internação e abordagem cirúrgica. Fontes: Ministério da Saúde. Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com IST, 2022 | Workowski KA et al. CDC Sexually Transmitted Infections Treatment Guidelines, 2021 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 48)
Questão 9 · IAMSPE 2026
Menino de 3 anos, febre baixa, tosse e taquipneia leve, sem sinais de gravidade, com boa aceitação de líquidos e sem alergias medicamentosas; ausculta com estertores localizados e FR dentro do ponto de corte para idade. Definir o esquema antibiótico de primeira linha ambulatorial
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Pré-escolar com febre baixa, tosse, taquipneia leve, estertores localizados, sem sinais de gravidade e com boa aceitação oral tem pneumonia comunitária não grave, tratada em casa. O principal agente é o Streptococcus pneumoniae, e a primeira linha é amoxicilina oral, 50 mg/kg/dia (em regiões com resistência alta, até 90 mg/kg/dia), por 5 a 7 dias. A) Correta. Amoxicilina 50 mg/kg/dia, de 8/8 h ou 12/12 h, é o esquema ambulatorial de primeira linha. B) Errada. Ceftriaxona fica para casos graves, internados ou com intolerância à via oral. C) Errada. Amoxicilina-clavulanato é reservada para falha terapêutica ou situações específicas. D) Errada. Macrolídeo isolado não cobre adequadamente o pneumococo; é usado na suspeita de atípicos, mais comum em escolares. E) Errada. Pneumonia com estertores localizados e febre em criança tem indicação de antibiótico. Análise de contexto do gabarito: a idade de 3 anos, a ausência de sinais de gravidade e a boa aceitação de líquidos definem tratamento ambulatorial com amoxicilina. Fontes: Bradley JS et al. The Management of Community-Acquired Pneumonia in Infants and Children Older Than 3 Months of Age. PIDS/IDSA. Clin Infect Dis, 2011 | Organização Mundial da Saúde. Revised WHO classification and treatment of pneumonia in children at health facilities, 2014 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 69)
Questão 10 · IAMSPE 2026
Um adolescente de 12 anos procura a unidade de saúde para atualização da carteira de vacinação. A equipe de enfermagem identifica que o paciente não recebeu nenhuma desde os 9 anos de idade e o encaminha ao pediatra. Considerando as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação para adolescentes, determine qual vacina está indicada especificamente para a faixa etária de 11 a 14 anos como dose única:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: E
No Calendário Nacional de Vacinação, a vacina meningocócica ACWY conjugada é aplicada em dose única para adolescentes de 11 a 14 anos, faixa que concentra a colonização por Neisseria meningitidis e a transmissão. Nessa mesma faixa, o adolescente sem vacinação desde os 9 anos também deve receber HPV (dose única de 9 a 14 anos desde 2024), dT conforme situação vacinal e atualização de hepatite B, febre amarela e tríplice viral, se pendentes. A) Errada. Tríplice viral tem 2 doses até 29 anos, para quem não completou o esquema; não é específica de 11 a 14 anos. B) Errada. Pentavalente é vacina do lactente (2, 4 e 6 meses). C) Errada. Não há reforço universal de febre amarela na adolescência. D) Errada. Hepatite A é dose única aos 15 meses no calendário da criança. E) Correta. Meningocócica ACWY é a dose única específica da faixa de 11 a 14 anos. Análise de contexto do gabarito: o enunciado pede a vacina indicada especificamente para 11 a 14 anos em dose única, entre as opções listadas. Só a meningocócica ACWY cumpre os dois critérios. Fontes: Ministério da Saúde. Calendário Nacional de Vacinação: adolescente, 2025 | Sociedade Brasileira de Imunizações. Nota técnica: substituição da vacina meningocócica C pela ACWY no PNI, 2025 (Questão oficial: IAMSPE 2026, nº 75)