Questões ENAMED 2025 comentadas: 89 questões oficiais da prova

A prova ENAMED 2025 tem 89 questões oficiais disponíveis: 28 de Clínica médica, 17 de Preventiva, 16 de Ginecologia e obstetrícia, 16 de Pediatria, 12 de Cirurgia. O tema mais frequente foi Vigilância e notificação, com 6 questões.

Perfil da prova em números

Questões por área
ÁreaQuestões
Clínica médica28
Preventiva17
Ginecologia e obstetrícia16
Pediatria16
Cirurgia12
Os 10 temas mais frequentes
  • Vigilância e notificação6
  • Psiquiatria5
  • Infectologia4
  • Trauma / ATLS4
  • Cardiologia3
  • Comportamento e pediatria social3
  • Contracepção3
  • Crescimento e desenvolvimento3
  • Endocrinologia3
  • Fígado, vias biliares e pâncreas3

Questões oficiais comentadas

Questão 1 · ENAMED 2025

Mulher de 58 anos, hipertensa em tratamento irregular, apresenta fadiga e dispneia progressiva. Exame físico revela B3 e B4, crepitações pulmonares e PA 148x90 mmHg. Ecocardiograma mostra hipertrofia ventricular esquerda concêntrica e fração de ejeção de 38%. BNP elevado. Mantida IECA, associa-se fármaco para melhorar prognóstico. Qual fármaco deve ser associado ao IECA para melhorar o prognóstico da paciente com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: A

Na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FE ≤40%), o antagonista mineralocorticoide (espironolactona) integra os quatro pilares que reduzem mortalidade e internação: IECA/BRA ou sacubitril-valsartana, betabloqueador, antagonista mineralocorticoide e iSGLT2. Com FE de 38% e IECA já em uso, associar espironolactona é a opção que muda prognóstico. A) Correta. Espironolactona reduz mortalidade na ICFEr (estudo RALES), com monitorização de potássio e função renal. B) Errada. Diurético alivia congestão, mas tiazídico não reduz mortalidade na ICFEr. C) Errada. Hidralazina só tem benefício associada a nitrato, em negros ou em quem não tolera IECA/BRA; isolada não melhora prognóstico. D) Errada. Clonidina não tem benefício na IC e o bloqueio simpático central pode piorar desfechos. Análise de contexto do gabarito: a FE de 38% define ICFEr, e a pergunta pede fármaco para prognóstico, não para controle pressórico. Só a espironolactona pertence às classes com redução de mortalidade comprovada. Fontes: SBC. Diretriz Brasileira de Insuficiência Cardíaca Crônica e Aguda, 2018, e Atualização de Tópicos Emergentes, 2021 | McDonagh TA et al. ESC Guidelines for heart failure, 2021, e Focused Update, 2023 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 1)

Questão 2 · ENAMED 2025

Homem de 45 anos encontrado inconsciente ao lado de escada, transportado por familiares sem cuidados pré-hospitalares. No pronto-socorro, inconsciente, com equimose periorbitária direita, escoriações cervicais e em membros direitos, respiração espontânea, PA 140x90 mmHg, pupilas isocóricas. Abre os olhos e se move, sem responder. Após 30 minutos, responde, mas não lembra da queda. Qual a conduta adequada para o paciente com TCE leve e mecanismo de alto impacto?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: A

TCE com perda de consciência, Glasgow inicialmente rebaixado, amnésia do evento, sinais de trauma de face (equimose periorbitária) e mecanismo de queda sem avaliação pré-hospitalar exige tomografia de crânio e face. Como o paciente chegou inconsciente e com escoriações cervicais, a coluna cervical não pode ser liberada clinicamente e também vai para TC. Membros são avaliados com radiografia, e a observação hospitalar é obrigatória mesmo com melhora neurológica. A) Correta. TC de crânio, face e cervical, radiografia de membros e observação hospitalar contemplam todos os riscos do caso. B) Errada. Radiografia de crânio não avalia lesão intracraniana e não substitui a TC. C) Errada. Paciente com perda de consciência e amnésia não deve ser liberado sem período de observação. D) Errada. Radiografia de crânio e face é insuficiente e omite a avaliação da coluna cervical. Análise de contexto do gabarito: perda de consciência, amnésia pós-traumática, Glasgow abaixo de 15 na chegada e lesão de face são critérios de alto risco das regras de decisão para TC. A ausência de imobilização e o rebaixamento inicial tornam obrigatória a imagem cervical. Fontes: American College of Surgeons. ATLS – Advanced Trauma Life Support, 11ª edição, 2025 | Stiell IG et al. The Canadian CT Head Rule for patients with minor head injury. Lancet, 2001 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 3)

Questão 3 · ENAMED 2025

Recém-nascido de 15 dias, a termo, Apgar 8/9, peso ao nascer 2.600 g e comprimento 46 cm, com síndrome de Down. Gestação sem intercorrências. Na consulta de puericultura, peso atual 2.900 g e comprimento 47 cm. Em quais curvas de crescimento os dados devem ser plotados para o acompanhamento pondero-estatural?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: B

Crianças com síndrome de Down têm crescimento linear e ponderal diferente da população geral, e o Ministério da Saúde recomenda acompanhá-las em curvas específicas para a síndrome desde o nascimento. Plotar esses dados na curva da OMS tende a classificar como baixa estatura uma criança que cresce de forma adequada para a condição. As curvas de Zemel et al. (2015) e as curvas brasileiras para síndrome de Down cobrem do nascimento à adolescência. A) Errada. A curva da OMS não reflete o padrão de crescimento da síndrome de Down. B) Correta. Curvas específicas para síndrome de Down são usadas desde o nascimento. C) Errada. Não existe fator de correção da curva da OMS para síndrome de Down. D) Errada. Não há transição aos 2 anos; a curva específica já se aplica no período neonatal. Análise de contexto do gabarito: o enunciado informa o diagnóstico de síndrome de Down já no 15º dia de vida, o que basta para indicar a curva específica. Os dados de nascimento e o ganho ponderal servem apenas para plotagem. Fontes: Ministério da Saúde. Diretrizes de Atenção à Pessoa com Síndrome de Down, 2013 | Zemel BS et al. Growth charts for children with Down syndrome in the United States. Pediatrics, 2015 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 16)

Questão 4 · ENAMED 2025

Homem de 20 anos, vítima de colisão automóvel contra muro sem cinto, atendido pelo SAMU. Está torporoso, com SpO2 60%, FR 28 irpm, FC 130 bpm, PA 90x50 mmHg. Apresenta desvio de traqueia à direita, turgência jugular, hipofonese de bulhas e diminuição do murmúrio vesicular à esquerda. Qual a conduta adequada no atendimento pré-hospitalar?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: D

Choque, turgência jugular, desvio da traqueia para a direita e murmúrio vesicular diminuído à esquerda, em vítima de trauma torácico, configuram pneumotórax hipertensivo à esquerda. O diagnóstico é clínico, e a descompressão imediata com agulha (toracocentese de alívio) não deve esperar imagem nem a chegada ao hospital. A drenagem torácica em selo d’água vem depois. No adulto, o ATLS orienta a punção no 4º ou 5º espaço intercostal, entre as linhas axilares anterior e média. A) Errada. Volume não corrige choque obstrutivo por pneumotórax e atrasa a descompressão. B) Errada. Não há obstrução de via aérea alta descrita; a hipoxemia é causada pelo pneumotórax. C) Errada. Tamponamento também causa turgência jugular e bulhas abafadas, mas não desvia traqueia nem reduz murmúrio unilateral. D) Correta. Toracocentese de alívio é a conduta imediata no pneumotórax hipertensivo. Análise de contexto do gabarito: a hipofonese de bulhas aproxima o quadro do tamponamento, mas o desvio traqueal contralateral e o murmúrio diminuído à esquerda localizam o problema na pleura. A instabilidade hemodinâmica exige descompressão já no pré-hospitalar. Fontes: American College of Surgeons. ATLS – Advanced Trauma Life Support, 11ª edição, 2025 | NAEMT. PHTLS – Atendimento Pré-Hospitalar ao Traumatizado, 9ª edição, 2020 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 17)

Questão 5 · ENAMED 2025

Paciente de 16 anos, fenótipo feminino, procura ambulatório por amenorreia primária, pois colegas já menstruaram. Apresenta pelos pubianos e axilares esparsos. Exames: ausência de útero à USG pélvica, FSH normal, testosterona sérica em níveis masculinos e cariótipo 46 XY. Qual a principal hipótese diagnóstica?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: D

Amenorreia primária com fenótipo feminino, cariótipo 46,XY, testosterona em níveis masculinos, ausência de útero e pelos pubianos e axilares escassos caracteriza a síndrome de insensibilidade androgênica (síndrome de Morris). Os testículos produzem testosterona e hormônio antimülleriano: o útero não se forma, e a resistência periférica ao androgênio explica o fenótipo feminino e a pilificação escassa. A) Errada. Na disgenesia gonadal 46,XY (síndrome de Swyer) a testosterona é baixa, o FSH é elevado e o útero está presente. B) Errada. Na agenesia mülleriana (Mayer-Rokitansky-Küster-Hauser) o cariótipo é 46,XX, com testosterona feminina e pilificação normal. C) Errada. Obstrução do trato genital cursa com útero presente e, em geral, dor cíclica. D) Correta. Cariótipo XY, testosterona masculina e ausência de útero definem insensibilidade androgênica. Análise de contexto do gabarito: o cariótipo 46,XY com testosterona elevada é o dado que separa a insensibilidade androgênica das demais causas. A ausência de útero confirma a ação do hormônio antimülleriano testicular. Fontes: FEBRASGO. Tratado de Ginecologia, 2019 | Taylor HS, Pal L, Seli E. Speroff’s Clinical Gynecologic Endocrinology and Infertility, 9ª edição, 2020 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 18)

Questão 6 · ENAMED 2025

Mulher de 82 anos, assintomática, sem história de hipertensão, apresenta três medidas pressóricas elevadas em serviços de saúde (146x86, 144x88, 146x88 mmHg) em duas semanas. Não há confirmação fora do consultório, como MAPA ou MRPA, e não há avaliação de fragilidade ou hipotensão ortostática. Qual é a abordagem adequada para essa paciente idosa com pressão elevada no consultório?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: D

Idosa de 82 anos, assintomática, com PAS entre 144 e 146 mmHg apenas em medidas de consultório, sem MAPA ou MRPA e sem avaliação de fragilidade ou hipotensão ortostática. Antes de iniciar fármaco, é preciso confirmar a hipertensão fora do consultório (excluir efeito do avental branco) e avaliar fragilidade e ortostatismo, que definem limiar e intensidade do tratamento no muito idoso. Até lá, a conduta é seguir sem medicamento e monitorar a PA. A Diretriz Brasileira de Hipertensão de 2025 recomenda tratar a partir de PAS ≥140 mmHg também em pessoas com 80 anos ou mais, com individualização em frágeis e com hipotensão ortostática. A) Errada. Hipertensão estágio 1 sem complicações é manejada na atenção primária. B) Errada. Holter e ecocardiograma não confirmam hipertensão; o exame indicado seria MAPA ou MRPA. C) Errada. Iniciar losartana sem confirmar o diagnóstico e sem avaliar fragilidade e ortostatismo é prematuro. D) Correta. Conduta expectante com monitorização é adequada enquanto a avaliação não está completa. Análise de contexto do gabarito: o próprio enunciado destaca que faltam MAPA/MRPA e a avaliação de fragilidade e hipotensão ortostática. São esses dados ausentes que sustentam não medicar neste momento. Fontes: SBC/SBH/SBN. Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial, 2025 | SBC. Diretrizes Brasileiras de Hipertensão Arterial, 2020 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 19)

Questão 7 · ENAMED 2025

Mulher travesti de 28 anos, profissional do sexo, assintomática, relata relações sexuais frequentes com uso inconsistente de preservativos, principalmente anais receptivas. Há 2 dias, teve relação desprotegida com cliente. Nunca usou PrEP ou PEP. Busca prevenção ao HIV. Qual é a melhor estratégia de prevenção ao HIV para essa paciente?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: C

A exposição sexual desprotegida ocorreu há 2 dias, dentro da janela de 72 horas para PEP. Com teste rápido não reagente para HIV, inicia-se PEP por 28 dias. Como a exposição é contínua (profissional do sexo, sexo anal receptivo, uso inconsistente de preservativo), há indicação de PrEP, que o PCDT de PEP de 2024 recomenda iniciar imediatamente após o término da PEP. Testagem para sífilis e outras ISTs faz parte do atendimento. A) Errada. A sequência está invertida: a exposição recente exige PEP primeiro. B) Errada. PrEP não protege contra uma exposição ocorrida há 2 dias. C) Correta. Testagem rápida, PEP com HIV não reagente e transição programada para PrEP ao fim da PEP. D) Errada. PEP e PrEP não são prescritas juntas; a PEP já contém esquema antirretroviral completo. Análise de contexto do gabarito: a exposição há 2 dias é o dado que define PEP agora. O padrão de risco contínuo justifica a PrEP na sequência, sem intervalo. Fontes: Ministério da Saúde. PCDT para Profilaxia Pós-Exposição de Risco (PEP) à Infecção pelo HIV, ISTs e Hepatites Virais, 2024 | Ministério da Saúde. PCDT para Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) de Risco à Infecção pelo HIV, 2022 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 20)

Questão 8 · ENAMED 2025

Mulher de 21 anos, IMC 14,7 kg/m², amenorreia há 4 meses, perda de 30 kg em 10 meses, desmaio recente, ECG com alterações de ST e onda T, bradicardia, hipotensão, palidez e turgor cutâneo diminuído. Mantém restrição alimentar para perder mais peso. Qual a conduta adequada nesse momento?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: A

Anorexia nervosa com IMC de 14,7 kg/m², perda de 30 kg em 10 meses, síncope, bradicardia, hipotensão, alterações de ST e onda T e desidratação indica instabilidade clínica com risco de arritmia e morte. A prioridade é internação em enfermaria clínica para estabilização, monitorização cardíaca e realimentação cuidadosa (risco de síndrome de realimentação). O cuidado psiquiátrico acompanha a internação e segue após a estabilização. A) Correta. Instabilidade hemodinâmica e eletrocardiográfica exige internação clínica. B) Errada. Enfermaria de saúde mental não oferece a monitorização clínica que o caso exige agora. C) Errada. A amenorreia é consequência da desnutrição; investigá-la na UBS atrasa o tratamento. D) Errada. Seguimento ambulatorial no CAPS é inadequado diante de instabilidade clínica. Análise de contexto do gabarito: bradicardia, hipotensão, síncope e alterações no ECG são critérios de internação clínica nos transtornos alimentares. A recusa em parar a restrição reforça o risco de piora rápida. Fontes: American Psychiatric Association. Practice Guideline for the Treatment of Patients With Eating Disorders, 4ª edição, 2023 | NICE. Eating disorders: recognition and treatment (NG69), 2017, atualizada em 2020 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 21)

Questão 9 · ENAMED 2025

Mulher de 65 anos com bradicinesia, rigidez em roda dentada, tremor de repouso assimétrico, instabilidade postural, fácies em máscara, marcha de pequenos passos, sem déficit cognitivo. RNM com atrofia compatível com idade. Início há 6 meses. Qual o tratamento medicamentoso inicial recomendado?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: A

Bradicinesia associada a rigidez em roda denteada e tremor de repouso assimétrico preenche os critérios clínicos de doença de Parkinson da Movement Disorder Society. Quando os sintomas motores afetam a funcionalidade, a levodopa associada a inibidor da dopa-descarboxilase (carbidopa ou benserazida) é o tratamento sintomático mais eficaz e a primeira escolha em pacientes idosos. A) Correta. Levodopa com carbidopa é o tratamento inicial recomendado para sintomas motores. B) Errada. Donepezila e memantina tratam demência; a paciente não tem déficit cognitivo. C) Errada. Propranolol trata tremor essencial (de ação); a amantadina tem efeito modesto e não é a escolha inicial aqui. D) Errada. Estatina e baclofeno não têm papel no tratamento da doença de Parkinson. Análise de contexto do gabarito: idade de 65 anos, tremor de repouso assimétrico e ausência de déficit cognitivo orientam para Parkinson e para a levodopa. A RM sem alterações específicas é compatível com o diagnóstico. Fontes: Postuma RB et al. MDS clinical diagnostic criteria for Parkinson’s disease. Movement Disorders, 2015 | NICE. Parkinson’s disease in adults (NG71), 2017 | Ministério da Saúde. PCDT da Doença de Parkinson, 2017 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 22)

Questão 10 · ENAMED 2025

Adolescente de 13 anos, morando temporariamente com tios, apresenta equimoses em face, pernas e coxas em diferentes estágios de evolução há um mês, e evita falar sobre o assunto. Deve-se suspeitar de maus-tratos e notificar o Conselho Tutelar. Em qual situação deve-se notificar o Conselho Tutelar?

Análise de contexto do gabarito

Gabarito: B

Equimoses em diferentes estágios de evolução, em locais pouco expostos a traumas acidentais (face, coxas), associadas a evitação do assunto e mudança recente de cuidadores, são sinais de alerta para violência física. Pelo ECA, a simples suspeita de maus-tratos contra criança ou adolescente obriga a comunicação ao Conselho Tutelar, sem prejuízo da notificação compulsória de violência ao SINAN. A) Errada. Quadro sugestivo de doença meningocócica: notificação imediata à vigilância epidemiológica, não ao Conselho Tutelar. B) Correta. Lesões de idades diferentes sem explicação clínica e comportamento de evitação exigem notificação ao Conselho Tutelar. C) Errada. Quadro de dengue com sinais hemorrágicos: notificação à vigilância epidemiológica. D) Errada. Febre, sudorese noturna, emagrecimento e linfonodomegalia sugerem doença linfoproliferativa ou infecciosa, sem indício de violência. Análise de contexto do gabarito: as demais alternativas têm doença sistêmica que explica as lesões. Em Michele, o padrão das equimoses e o comportamento são os únicos dados que apontam para violência. Fontes: Brasil. Lei nº 8.069/1990 (Estatuto da Criança e do Adolescente), arts. 13 e 245 | Brasil. Lei nº 13.431/2017 | SBP. Manual de Atendimento às Crianças e Adolescentes Vítimas de Violência, 2ª edição, 2018 (Questão oficial: ENAMED 2025, nº 23)