Questões de Cirurgia: SES-GO 2026
Esta área reúne 18 questões oficiais. Os temas mais frequentes são Perioperatório e anestesia (7), Ortopedia (3), Urologia (3).
Perfil da prova em números
| Área | Questões |
|---|---|
| Cirurgia | 18 |
- Perioperatório e anestesia7
- Ortopedia3
- Urologia3
- Cirurgia vascular2
- Abdome agudo1
- Cirurgia torácica1
- Esôfago, estômago e bariátrica1
Todas as questões da área
Questão 1 · SES-GO 2026
A cascata de reparo de feridas consiste em fases que se sobrepõem com o intuito de cicatrizar a lesão. Na fase proliferativa o predomínio é de
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
A cicatrização ocorre em fases sobrepostas: hemostasia, inflamação, proliferação e remodelação. Na fase proliferativa (aproximadamente do 4º dia até a 3ª semana), predominam os fibroblastos, que sintetizam colágeno (inicialmente tipo III) e matriz extracelular, formando o tecido de granulação junto com a angiogênese. Por isso a resposta é fibroblastos. A) Errada. Macrófagos predominam no fim da fase inflamatória (48 a 96 horas) e coordenam a transição para a proliferação, liberando fatores de crescimento. B) Errada. Neutrófilos são as primeiras células da fase inflamatória (primeiras 24 a 48 horas). C) Correta. Fibroblastos são a célula dominante da fase proliferativa e produzem o colágeno da cicatriz. D) Errada. Eosinófilos não têm papel central na cicatrização normal. Análise de contexto do gabarito: a questão pede apenas a célula predominante de uma fase específica; a palavra "proliferativa" remete à síntese de matriz e colágeno, função dos fibroblastos. Fontes: Sabiston Textbook of Surgery, 21ª ed., 2022 | Schwartz's Principles of Surgery, 11ª ed., 2019 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 13)
Questão 2 · SES-GO 2026
Úlceras de pressão são complicações observadas em pacientes acamados e com mobilidade reduzida, causando prolongamentos nas internações e aumento dos custos no tratamento dos pacientes. Essas úlceras acometem principalmente as seguintes regiões:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Lesões por pressão surgem sobre proeminências ósseas submetidas a pressão prolongada, cisalhamento e umidade. No paciente acamado, os locais mais frequentes concentram-se na cintura pélvica: sacro (o mais comum), tuberosidade isquiática (sobretudo em quem fica sentado) e trocânter maior (decúbito lateral). Calcâneo e occipital também são sítios relevantes, mas a alternativa que reúne apenas regiões clássicas de maior frequência é a A. A) Correta. Sacro, ísquio e trocânter maior estão entre os locais mais acometidos. B) Errada. Calcanhares são frequentes, mas cotovelos e escápulas são sítios menos comuns. C) Errada. Occipital é comum em crianças e pacientes em supino prolongado; joelhos e tornozelos são menos frequentes. D) Errada. Punhos e ombros raramente são acometidos. Análise de contexto do gabarito: o enunciado fala de pacientes acamados e de mobilidade reduzida; a resposta é o conjunto de proeminências que suportam o peso do tronco e da pelve. Fontes: EPUAP/NPIAP/PPPIA. Prevention and Treatment of Pressure Ulcers/Injuries: Clinical Practice Guideline, 3ª ed., 2019 | Sabiston Textbook of Surgery, 21ª ed., 2022 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 14)
Questão 3 · SES-GO 2026
O termo "estoma" significa o estabelecimento de uma solução de continuidade entre uma cavidade ou órgão e a superfície corporal. No trato respiratório,
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
A traqueostomia percutânea à beira do leito usa a técnica de Seldinger: punção traqueal, passagem de fio-guia, dilatação progressiva (ou dilatador único) e inserção da cânula, em geral sob controle broncoscópico. É a única afirmação correta. A) Errada. O flap de Eloesser é uma janela pleurocutânea com retalho de pele, que mantém a cavidade drenada sem necessidade de dreno torácico. B) Errada. Cavernostomia é procedimento de exceção, para pacientes sem condição de ressecção; nas micoses cavitadas refratárias, a cirurgia de eleição é a ressecção pulmonar. C) Correta. Descreve corretamente a técnica de Seldinger aplicada à traqueostomia percutânea. D) Errada. A cricotireoidostomia acessa a membrana cricotireóidea, acima do istmo tireoidiano; afastar o istmo e acessar os primeiros anéis é a técnica da traqueostomia. Análise de contexto do gabarito: todas as alternativas descrevem estomas respiratórios; a discriminação está nos detalhes técnicos (dreno, indicação, nível anatômico), e só a C não contém erro. Fontes: Sabiston Textbook of Surgery, 21ª ed., 2022 | American College of Surgeons. ATLS, 10ª ed., 2018 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 15)
Questão 4 · SES-GO 2026
A arcada Riolan é conhecida por frequentemente realizar conexão entre os seguintes vasos:
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
A arcada de Riolan (artéria mesentérica sinuosa) é uma anastomose central do mesocólon que liga a artéria mesentérica superior (via ramo da cólica média) à artéria mesentérica inferior (via cólica esquerda). Ganha importância quando há oclusão de um dos troncos: pode suprir o território oposto e, quando dilatada, sugere estenose mesentérica significativa. A) Correta. Conecta as artérias mesentéricas superior e inferior. B) Errada. Radial e ulnar se comunicam pelos arcos palmares. C) Errada. A pediosa se comunica com o arco plantar profundo, sem relação com Riolan. D) Errada. Cerebrais média e anterior participam da circulação cerebral (polígono de Willis e anastomoses leptomeníngeas). Análise de contexto do gabarito: questão de anatomia direta; o epônimo "Riolan" define a resposta. Fontes: Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy, 10ª ed., 2022 | Sabiston Textbook of Surgery, 21ª ed., 2022 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 18)
Questão 5 · SES-GO 2026
Em um caso de oclusão arterial aguda de membro inferior, qual é a causa mais comum da origem embólica?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
Na oclusão arterial aguda de origem embólica, a fonte mais comum é cardíaca (cerca de 80% dos casos), principalmente trombo em átrio esquerdo na fibrilação atrial, seguido de trombo ventricular pós-infarto e doença valvar. Fontes arteriais (aneurismas, placas ateroscleróticas) são menos frequentes. A) Errada. Trauma torácico fechado é causa rara de embolia periférica. B) Errada. Aneurismas (aorta, poplítea) podem embolizar, mas respondem por fração pequena dos casos. C) Correta. A origem cardíaca é a principal fonte de êmbolos arteriais periféricos. D) Errada. Trombos venosos só alcançam a circulação arterial em embolia paradoxal (forame oval patente), situação incomum. Análise de contexto do gabarito: a pergunta já restringe à etiologia embólica; a fibrilação atrial é o principal substrato, o que leva à origem cardiológica. Fontes: Björck M et al. ESVS 2020 Clinical Practice Guidelines on the Management of Acute Limb Ischaemia. Eur J Vasc Endovasc Surg, 2020 | Rutherford's Vascular Surgery and Endovascular Therapy, 10ª ed., 2022 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 19)
Questão 6 · SES-GO 2026
Durante o exame físico da articulação acromioclavicular, a presença de uma elevação da extremidade distal da clavícula que retorna à posição inicial após compressão, lembrando o movimento de uma tecla de piano, indica
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
O sinal da tecla de piano é a elevação da extremidade distal da clavícula que desce à compressão digital e volta a subir ao soltar. Indica luxação acromioclavicular com instabilidade vertical, por lesão dos ligamentos acromioclaviculares e, nos graus mais altos da classificação de Rockwood, também dos coracoclaviculares. A) Errada. A lesão do supraespinal dá dor e fraqueza à abdução (teste de Jobe), sem deformidade da clavícula. B) Errada. A luxação esternoclavicular acomete a extremidade medial da clavícula, não a distal. C) Correta. Achado típico da luxação acromioclavicular. D) Errada. A ruptura do bíceps gera deformidade no braço (sinal do Popeye), não na clavícula. Análise de contexto do gabarito: o enunciado localiza o exame na articulação acromioclavicular e descreve uma deformidade redutível da clavícula distal. Fontes: Rockwood and Green's Fractures in Adults, 9ª ed., 2019 | Hebert S et al. Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática, 5ª ed., 2017 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 58)
Questão 7 · SES-GO 2026
De acordo com a Terminologia Anatômica da Sociedade Brasileira de Anatomia (2001), o acetábulo é formado pela fusão de quais ossos?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
O osso do quadril é formado por três ossos, ílio, ísquio e púbis, que se encontram e se fundem no acetábulo pela cartilagem trirradiada, ossificada no fim da adolescência. O ílio forma a porção superior, o ísquio a posteroinferior e o púbis a anteroinferior da cavidade. A) Errada. O sacro não participa do acetábulo. B) Errada. O sacro articula-se com o ílio na articulação sacroilíaca, fora do acetábulo. C) Correta. Ísquio, ílio e púbis. D) Errada. Sacro e cóccix pertencem à coluna vertebral. Análise de contexto do gabarito: questão de anatomia descritiva; a resposta é a única alternativa que não inclui ossos da coluna. Fontes: Sociedade Brasileira de Anatomia. Terminologia Anatômica, 2001 | Moore KL et al. Anatomia Orientada para a Clínica, 8ª ed., 2019 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 59)
Questão 8 · SES-GO 2026
Durante o exame físico do quadril, a elevação da pelve contralateral é esperada ao apoio unipodal. Quando ocorre queda da pelve oposta ao lado apoiado, isso caracteriza
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
No apoio unipodal, os abdutores do quadril do lado apoiado (glúteo médio e mínimo, inervados pelo nervo glúteo superior) estabilizam a pelve, que se mantém nivelada ou se eleva levemente do outro lado. A queda da pelve contralateral é o sinal de Trendelenburg e indica insuficiência dos abdutores do lado apoiado, sobretudo do glúteo médio. A) Errada. A lesão do ciático afeta isquiotibiais e musculatura da perna; não é a causa típica do sinal. B) Errada. O glúteo máximo é extensor e rotador lateral; não sustenta a pelve no plano frontal. C) Correta. Fraqueza do glúteo médio do lado apoiado. D) Errada. O iliopsoas é flexor do quadril. Análise de contexto do gabarito: a queda ocorre no lado oposto, mas a fraqueza é do lado que apoia; a resposta depende de reconhecer a função abdutora do glúteo médio. Fontes: Hebert S et al. Ortopedia e Traumatologia: Princípios e Prática, 5ª ed., 2017 | Hoppenfeld S. Propedêutica Ortopédica: Coluna e Extremidades, 1ª ed. brasileira, 1987 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 60)
Questão 9 · SES-GO 2026
Qual classe medicamentosa promove o relaxamento do músculo liso prostático e melhora o jato urinário?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Os bloqueadores alfa-1-adrenérgicos (tansulosina, doxazosina, alfuzosina, silodosina) relaxam o músculo liso do estroma prostático e do colo vesical, reduzindo o componente dinâmico da obstrução. Melhoram jato e sintomas em dias a poucas semanas e são a primeira linha para sintomas moderados a graves da hiperplasia prostática benigna. Efeitos adversos: hipotensão postural, tontura e ejaculação retrógrada. A) Errada. Os inibidores da 5-alfa-redutase reduzem o volume prostático (componente estático), com efeito em 3 a 6 meses. B) Correta. Relaxam o músculo liso prostático e melhoram o fluxo. C) Errada. Antimuscarínicos tratam sintomas de armazenamento e podem aumentar o resíduo pós-miccional. D) Errada. Diuréticos de alça aumentam a diurese e podem piorar os sintomas urinários. Análise de contexto do gabarito: o enunciado pede o mecanismo de relaxamento do músculo liso, o que define os alfa-bloqueadores. Fontes: EAU Guidelines on Management of Non-neurogenic Male LUTS, 2025 | Sandhu JS et al. Management of Lower Urinary Tract Symptoms Attributed to BPH: AUA Guideline Amendment, 2023 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 88)
Questão 10 · SES-GO 2026
Leia o caso a seguir. Homem de 65 anos, assintomático, em consulta de rotina, apresentou ao toque retal uma próstata de aproximadamente 60 g com nódulo em lobo direito. PSA total: 1,5 ng/ml. A partir do caso apresentado, qual conduta deve ser adotada?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Toque retal com nódulo é achado suspeito de câncer de próstata e indica investigação histológica independentemente do PSA: parte relevante dos tumores, inclusive de alto grau, ocorre com PSA abaixo de 4 ng/ml. Por isso, PSA de 1,5 ng/ml não torna o nódulo tranquilizador. Diretrizes internacionais recomendam RM multiparamétrica antes da biópsia quando disponível, para direcionar a coleta, mas sem bobina endorretal obrigatória e sem substituir a biópsia diante de toque alterado. A) Correta. Nódulo palpável exige diagnóstico histológico. B) Errada. Repetir o PSA não muda a indicação dada pelo toque e atrasa o diagnóstico. C) Errada. Dutasterida e tansulosina tratam sintomas de HPB; o paciente é assintomático e o nódulo segue sem diagnóstico. D) Errada. A bobina endorretal não é necessária na RM atual, e a RM orienta, mas não substitui, a biópsia. Análise de contexto do gabarito: o dado decisivo é o nódulo ao toque; o PSA baixo e a próstata aumentada não alteram a indicação de biópsia. Fontes: EAU-EANM-ESTRO-ESUR-ISUP-SIOG Guidelines on Prostate Cancer, 2025 | Instituto Nacional de Câncer (INCA). Detecção precoce do câncer, 2021 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 89)
Questão 11 · SES-GO 2026
Em um paciente com cálculo ureteral proximal de 1,2 cm associado à hidronefrose, qual conduta deve ser adotada?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
Cálculo ureteral proximal maior que 10 mm com hidronefrose tem baixa chance de eliminação espontânea e exige tratamento ativo. Para cálculos proximais maiores que 10 mm, a ureterolitotripsia tem maior taxa de livre de cálculo que a litotripsia extracorpórea. No ureter proximal, o ureteroscópio flexível alcança o cálculo com mais facilidade e permite tratar fragmentos que migram para o rim, o que favorece a via flexível em relação ao aparelho semirrígido. A) Errada. A LECO é alternativa, mas com menor taxa de sucesso que a ureteroscopia em cálculos proximais acima de 10 mm. B) Errada. Terapia expulsiva com alfa-bloqueador se aplica a cálculos de ureter distal menores que 10 mm sem complicação. C) Errada. O semirrígido funciona bem no ureter distal; no proximal tem acesso mais difícil e maior risco de retropulsão do cálculo para o rim. D) Correta. A ureterorrenolitotripsia flexível trata o cálculo proximal e eventuais fragmentos renais no mesmo tempo. Análise de contexto do gabarito: o tamanho (1,2 cm), a localização proximal e a hidronefrose definem tratamento endoscópico, e a localização proximal favorece o aparelho flexível. Fontes: Skolarikos A et al. EAU Guidelines on Urolithiasis, 2025 | Assimos D et al. Surgical Management of Stones: AUA/Endourological Society Guideline, 2016 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 90)
Questão 12 · SES-GO 2026
Quais efeitos colaterais podem ocorrer com o uso da succinilcolina?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
A succinilcolina é bloqueador neuromuscular despolarizante. Ao despolarizar a placa motora, provoca saída de potássio das células musculares, com elevação média de cerca de 0,5 mEq/L, e risco de hipercalemia grave em queimados, grandes traumas, lesão medular, imobilização prolongada e miopatias. As fasciculações podem causar mialgia, rabdomiólise e mioglobinúria, principalmente em miopatias. Outros efeitos: bradicardia (sobretudo em crianças e doses repetidas), aumento das pressões intraocular e intragástrica e gatilho para hipertermia maligna. A) Errada. Hiperfosfatemia não é efeito da droga. B) Errada. Bradicardia pode ocorrer, mas hipocalcemia não é efeito da succinilcolina. C) Correta. Hipercalemia e mioglobinúria são efeitos adversos clássicos. D) Errada. Mialgia ocorre, mas hiponatremia não. Análise de contexto do gabarito: só a alternativa C traz os dois itens corretos; as demais combinam um efeito plausível com um distúrbio eletrolítico que não ocorre. Fontes: Gropper MA et al. Miller's Anesthesia, 9ª ed., 2020 | Barash PG et al. Clinical Anesthesia, 8ª ed., 2017 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 1)
Questão 13 · SES-GO 2026
Para a realização da raquianestesia, é indispensável o conhecimento prévio da anatomia da coluna vertebral. Limitados pelas meninges, existem três espaços raquidianos: o espaço peridural, o espaço subdural e o espaço subaracnóideo. O espaço onde a anestesia raquidiana é recomendada com segurança encontra em qual localização?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
A raquianestesia consiste na injeção do anestésico local no espaço subaracnóideo, situado entre a aracnoide e a pia-máter, onde circula o líquor. A punção é feita abaixo do término da medula (em geral L1-L2 no adulto), nos interespaços L3-L4 ou L4-L5. O espaço peridural fica entre o ligamento amarelo e a dura-máter, e o subdural é virtual, entre dura e aracnoide. A) Errada. Entre dura-máter e aracnoide está o espaço subdural, virtual, onde a injeção é acidental. B) Correta. É o espaço subaracnóideo, alvo da raquianestesia. C) Errada. Puncionar acima de L2 no adulto aumenta o risco de lesão medular; T10 não é nível de punção raquidiana. D) Errada. Entre ligamento amarelo e dura-máter está o espaço peridural, alvo da anestesia peridural. Análise de contexto do gabarito: o enunciado lista os três espaços limitados pelas meninges; o seguro para raquianestesia é o subaracnóideo. Fontes: Gropper MA et al. Miller's Anesthesia, 9ª ed., 2020 | Barash PG et al. Clinical Anesthesia, 8ª ed., 2017 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 2)
Questão 14 · SES-GO 2026
A monitorização com o estimulador de nervo periférico que utiliza a aceleromiografia é a melhor maneira de acompanhar o bloqueio neuromuscular após uso de agentes adespolarizantes usados por via venosa. De acordo com a resposta, o bloqueio neuromuscular pode ser classificado em quatro níveis: bloqueio intenso, bloqueio profundo, bloqueio moderado ou cirúrgico e fase de recuperação. Quais são os testes mais utilizados na anestesia clínica que avaliam o nível de bloqueio e a recuperação?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Os níveis de bloqueio neuromuscular são definidos por dois testes. A sequência de quatro estímulos (TOF) avalia bloqueio moderado (TOF 1 a 3) e recuperação (TOF 4, com razão T4/T1); a extubação segura exige razão de pelo menos 0,9 medida por monitor quantitativo. Quando o TOF é zero, a contagem pós-tetânica (PTC) diferencia bloqueio profundo (PTC de 1 ou mais) de intenso (PTC zero). A) Errada. Estímulo simples é pouco sensível e exige valor de referência pré-bloqueio. B) Correta. PTC e TOF cobrem todos os níveis de bloqueio. C) Errada. Tétano isolado é doloroso e pouco usado para graduar bloqueio. D) Errada. A dupla salva (DBS) melhora a detecção tátil de fadiga, mas não gradua bloqueio profundo. Análise de contexto do gabarito: o enunciado cita os quatro níveis de bloqueio, e somente a combinação TOF + PTC classifica todos eles. Fontes: Thilen SR et al. 2023 American Society of Anesthesiologists Practice Guidelines for Monitoring and Antagonism of Neuromuscular Blockade. Anesthesiology, 2023 | Gropper MA et al. Miller's Anesthesia, 9ª ed., 2020 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 3)
Questão 15 · SES-GO 2026
Durante hepatectomia, o cirurgião precisa de hemostasia superficial em área ampla com sangramento laminar difuso oriundo do parênquima hepático. A tecnologia que contempla essa demanda é
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: C
O coagulador por feixe de argônio conduz a energia monopolar por um jato de gás argônio ionizado, sem contato com o tecido. Produz coagulação superficial e uniforme, de pouca profundidade, em áreas amplas. É o recurso indicado para sangramento laminar difuso em superfície cruenta de órgão parenquimatoso, como fígado e baço. A) Errada. A tesoura ultrassônica coagula e secciona tecido e vasos de pequeno calibre, não trata superfície ampla. B) Errada. Monopolar em corte puro secciona tecido com pouca hemostasia. C) Correta. Hemostasia superficial em área ampla, sem contato. D) Errada. O bipolar coagula pontualmente o tecido entre as pinças, inadequado para área extensa. Análise de contexto do gabarito: os termos "superficial", "área ampla" e "sangramento laminar difuso" do parênquima hepático definem o argônio. Fontes: Townsend CM et al. Sabiston Textbook of Surgery, 21ª ed., 2022 | Brunicardi FC et al. Schwartz's Principles of Surgery, 11ª ed., 2019 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 8)
Questão 16 · SES-GO 2026
Leia o caso a seguir. Homem, 33 anos, apresenta IMC 37 kg/m², DM2 e apneia obstrutiva do sono refratária às medidas clínicas. Avaliação psiquiátrica estável e falha de tratamento clínico. O paciente desse caso é elegível para cirurgia bariátrica? Por quê?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: A
Pela Resolução CFM nº 2.429/2025, há indicação de cirurgia bariátrica e metabólica com IMC de 40 kg/m² ou mais, ou com IMC de 35 a 40 kg/m² associado a comorbidade relacionada à obesidade; casos selecionados com IMC de 30 a 35 e doença metabólica grave também podem ser elegíveis. O paciente tem 33 anos, IMC 37, DM2 e apneia obstrutiva do sono refratária, com falha do tratamento clínico e avaliação psiquiátrica estável: cumpre os critérios. A) Correta. IMC acima de 35 com comorbidades relacionadas à obesidade indica a cirurgia. B) Errada. A idade mínima para adultos é 18 anos; 33 anos não impede a cirurgia. C) Errada. IMC abaixo de 40 não exclui quando há comorbidades. D) Errada. A norma não exige 2 anos de dieta intensiva; exige falha documentada do tratamento clínico. Análise de contexto do gabarito: o IMC 37 associado a DM2 e apneia, mais a falha clínica e a avaliação psiquiátrica favorável, definem a elegibilidade. Fontes: Conselho Federal de Medicina. Resolução CFM nº 2.429/2025 | Eisenberg D et al. 2022 ASMBS and IFSO Indications for Metabolic and Bariatric Surgery. Surg Obes Relat Dis, 2022 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 9)
Questão 17 · SES-GO 2026
Leia o caso a seguir. Adolescente de 15 anos com dor periumbilical que migra para FID, febre baixa e leucocitose procura hospital terciário. Ultrassonografia de abdome é inconclusiva; Alvarado 7. Qual é a próxima etapa mais adequada para esse caso?
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: B
Adolescente com dor periumbilical migratória para fossa ilíaca direita, febre e leucocitose tem quadro típico de apendicite. Alvarado 7 indica probabilidade intermediária a alta. Com ultrassonografia inconclusiva em hospital terciário, o próximo passo é exame de maior acurácia: TC de abdome e pelve com contraste (sensibilidade e especificidade acima de 90%). Em crianças e adolescentes, TC de baixa dose ou RM são alternativas para reduzir radiação, quando disponíveis. A) Errada. Alta com escore 7 e sinais inflamatórios expõe a risco de perfuração. B) Correta. TC confirma o diagnóstico após ultrassom inconclusivo. C) Errada. Colonoscopia não diagnostica apendicite e é arriscada em processo inflamatório agudo. D) Errada. Endoscopia digestiva alta não avalia o apêndice. Análise de contexto do gabarito: a ultrassonografia inconclusiva e o escore intermediário a alto em hospital com recursos definem a TC como próxima etapa. Fontes: Di Saverio S et al. Diagnosis and treatment of acute appendicitis: 2020 update of the WSES Jerusalem guidelines. World J Emerg Surg, 2020 | Townsend CM et al. Sabiston Textbook of Surgery, 21ª ed., 2022 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 11)
Questão 18 · SES-GO 2026
O risco de infecção em cirurgia plástica é variável conforme os procedimentos realizados. É uma abordagem cirúrgica de menor índice de infecção a
Análise de contexto do gabarito
Gabarito: D
O risco de infecção em cirurgia plástica cresce com a extensão do descolamento, o espaço morto, o tempo cirúrgico e a vascularização dos retalhos. A lipoaspiração usa incisões pequenas e cânulas, sem grandes descolamentos ou retalhos, e tem taxas de infecção muito baixas entre os procedimentos citados. Dermolipectomia abdominal, mamoplastia redutora e reconstruções com retalho envolvem descolamentos amplos, tensão na sutura e risco de necrose de bordas, fatores que elevam a infecção. A) Errada. A dermolipectomia tem descolamento amplo e seroma, com maior infecção. B) Errada. A mamoplastia redutora envolve ressecção glandular e risco de necrose gordurosa e deiscência. C) Errada. Retalhos têm tempo cirúrgico longo e áreas de sofrimento vascular. D) Correta. É a abordagem menos invasiva da lista e com menor índice de infecção. Análise de contexto do gabarito: a pergunta compara invasividade; a lipoaspiração é a única sem descolamento extenso. Fontes: Neligan PC et al. Plastic Surgery, 5ª ed., 2023 | Townsend CM et al. Sabiston Textbook of Surgery, 21ª ed., 2022 (Questão oficial: SES-GO 2026, nº 12)